«Brasil é excelente oportunidade para portugueses»
País precisa de pessoal qualificado
- PorRedacção
- 2012-01-21 15:35
O embaixador do Brasil em Portugal, Mário Vilalva, considera que o seu país regista um défice elevado de mão-de-obra qualificada,
pelo que pode ser uma «excelente oportunidade» para os portugueses.
«Na área da engenharia, por exemplo, o Brasil
tem um défice de 20 mil profissionais por ano», referiu, em Braga, Mário Vivalva, durante a conferência «Brasil - Potência
Económica: Mundo de Oportunidades», organizada pela PME-Portugal e pela AtlanticoINvest.
O diplomata sublinhou, citado
pela Lusa, que os empresários brasileiros têm uma «natural predilecção» pelos trabalhadores portugueses, por causa da língua.
«Há,
no Brasil, um défice muito grande de mão-de-obra qualificada, tendo em conta o ritmo do crescimento do país, e gostaríamos
que mais e mais profissionais portugueses pudessem aproveitar essa oportunidade», acrescentou.
Aludiu a um «número
crescente» de estrangeiros qualificados a trabalhar no Brasil, sendo que «10% de todos os vistos» para trabalhar naquele país
em 2011 foram concedidos a portugueses.
Admitiu ainda que nos próximos tempos poderá haver, por parte do governo
do Brasil, «uma política mais activa de estímulo» à ida para o país de mão-de-obra qualificada estrangeira, nomeadamente no
sector da engenharia química, física e metalúrgica.
Mário Vivalva referiu ainda que «vale a pena investir», no Brasil,
uma convicção que sustentou nos 62 biliões de dólares de investimento directo estrangeiro naquele país em 2011, «o maior de
sempre».
No último ano, o Brasil registou um crescimento de 3%, uma dívida pública de 38% do produto interno bruto
(PIB), uma taxa de desemprego de 5,2% e uma taxa de inflação de 6,5%.
«Há grandes oportunidades no Brasil, que vive
um momento muito especial da sua história. A possibilidade de ganhar dinheiro no Brasil, hoje, é muito alta», garantiu.
Para
2012, as previsões apontam para um crescimento de 3,5% do PIB. «Até ao fim da década, o Brasil tem motivos suficientes para
acreditar que a economia será aquecida», disse ainda Mário Vivalva, argumentando designadamente com o Campeonato do Mundo
de Futebol e os Jogos Olímpicos que se vão realizar no país.
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