Estágios: prazo reduz, mas há mais cinco mil vagas
Foi publicada em Diário da República portaria que define novas regras. Em cima da mesa está redução do tempo dos estágios de 12 para 9 meses. Autarquias passam a poder contratar jovens com menos de 35 anos
- PorRedacção CPS
- 2010-08-12 18:07
O secretário de Estado do Emprego e da Formação Profissional, Valter Lemos, considerou esta quinta-feira que a «desvantagem»
de encurtar o prazo do Programa de Estágios Profissionais é «largamente compensada» pelo acréscimo de mais de cinco mil beneficiários.
Novas regras. Médicos ficam de fora
«Pode ser uma desvantagem [a redução do prazo
de 12 para 9 meses], mas o facto de dar lugares a mais de 5 mil jovens vale bem a perda dos três meses, até porque essa diferença
não interfere na taxa de inserção, que se mantém nos 75% para os estágios com 9 meses e mantém-se [também] nesse valor para
os de 12 meses», argumentou Valter Lemos, em declarações à Lusa no dia em que foi publicada em Diário da República a portaria
que define as novas regras para os estágios.
Jovens: desemprego atinge recorde mundial
As principais alterações prendem-se com
a possibilidade de as autarquias passarem a poder contratar jovens com menos de 35 ao abrigo deste Programa, com a saída das
profissões de médicos e enfermeiros e com a redução do tempo de vigência dos estágios, de 12 para 9 meses.
O governante
lembrou que esta redução representa o regresso «à duração que já tinham e sempre tiveram, e que só foi alargada no ano passado»
devido à crise económica.
«A extensão a 12 meses [no ano passado] foi excepcional e teve a ver com a crise, e neste
momento parece claro para nós que, face ao aumento de jovens que estão desempregados, existe uma clara vantagem mesmo perdendo
na duração, de ganhar na possibilidade de activar mais jovens», disse Valter Lemos.
Programa deverá fornecer emprego
a 45 mil jovens
O ênfase neste programa de estágios para jovens é explicado pelo governante com a taxa de desemprego
dos jovens à procura do primeiro emprego, que supera a taxa nacional.
«O desemprego dos jovens é especialmente relevante,
porque foi o sector que mais violentamente foi afectado pelo aumento do desemprego na sequência da crise. Quando há desemprego,
os jovens são os primeiros afectados, como aconteceu em Portugal e em toda a Europa», vincou o secretário de Estado com a
pasta do Emprego.
Valter Lemos garante que na base destas mudanças não estão razões orçamentais, sublinhando que
«a medida permite, sem alterações orçamentais, que os recursos disponibilizados para este programa alargue o número de beneficiários
em cerca de 5 mil vagas adicionais».
O Programa de Estágios Profissionais, de acordo com os números do Governo, deverá
fornecer emprego a 45 mil jovens. O Programa tem um orçamento de 180 milhões de euros para 2010, tendo já colocado, até ao
final de julho, 27 mil jovens em novos empregos.
Últimas notícias
Repsol mais perto de descobrir petróleo no Algarve
Transportes: o setor onde há mais conflitos laborais
Pacto: situação é «dramática», adenda tem de ser aprovada
FMI negociará com qualquer governo eleito na Grécia
OCDE: «Reformas estruturais são as melhores medidas de curto prazo»
- 19:39Repsol mais perto de descobrir petróleo no Algarve
- 19:18Depósitos: Portugal contraria tendência de queda
- 19:09EDP vai investir 269 milhões no Brasil até 2015
- 18:26Relatório sobre Portela+1 entregue até final de maio
- 18:08QREN: nova linha de 500 milhões
- 18:06Transportes: o setor onde há mais conflitos laborais
- 18:00Patrões: país vive «situação de emergência»
- 17:52EDP-R dá até 35% dos lucros aos acionistas em 2013
- 17:42Constâncio: saída da Grécia iria provocar «caos»
- 17:37Lisboa isolada nas perdas com cotadas em ex-dividendo
- 17:25Pacto: situação é «dramática», adenda tem de ser aprovada
- 16:30Grécia: Zona Euro «não tem proprietário nem senhorio»
- 16:13STCP: gastos «assustadores» fazem furar endividamento
- 15:55Ministro fez «cortes reais» nas rendas da energia
- 15:39PCP: «Conselho de Finanças Públicas quer despedimentos no Estado»
- 15:29Facebook derrapa em bolsa e já vale menos 18%
- 15:11Quem são os Zuckerberg, Jobs e Gates portugueses?
- 15:10Líderes discutem crise e crescimento na estreia de Hollande
- 15:03Internet: é possível um «Facebook à portuguesa»?
- 14:58Rehn: «Grécia deve aproveitar estas semanas preciosas»
- Mais últimas