Economia Nacional

Bruxelas disponível para flexibilizar metas do défice

Fontes comunitárias admitem países podem ter alguma margem de manobra, numa altura em que as previsões para 2012 ameaçam ser pior do que o estado

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Os cortes e a austeridade continuam prioritários, mas Bruxelas admite que é possível reduzir a dose: segundo o jornal «El País», o sombrio horizonte económico que se avizinha para 2012 terá acabado por persuadir a União Europeia de que é possível flexibilizar ligeiramente as metas do défice de alguns países em relação às finanças públicas.

Dos sucessivos ajustes para travar a crise na Europa resulta uma recessão que se espera ser ainda pior. Fontes comunitárias admitiram ao jornal espanhol que Bruxelas «flexibilizará ligeiramente» os objetivos da redução do défice se vários países assim o solicitarem. Espanha e Portugal são um bom exemplo.

As previsões, que serão conhecidas esta quinta-feira às 10h, auguram uma recessão maior do que a esperada e, para 2013, quando a comissão já calculava uma ligeira retoma para Portugal (1,1%), o mais provável é que a economia fique a «zeros».

Espanha também espera resultados piores: mais recessão implica destruição de emprego, encerramento de empresas, menos receita de impostos e mais gastos com subsídio de desemprego.

O governo espanhol admitiu, na passada terça-feira, que a alta de desemprego e a severa recaída na recessão iriam obrigar a pedir um alívio na meta do défice.

Segundo o «El País», o executivo de Mariano Rajoy tem desenhada uma estratégia para negociar com Bruxelas uma alteração ao compromisso do défice para este ano, para que possa ficar acima dos 5% do PIB.

O primeiro-ministro considera que é um «suicídio» passar o défice dos 8%, registados em 2011, para os 4,4% exigidos para o presente ano. O jornal, que cita fontes do governo, explica que o presidente do executivo e o ministro da Economia, Luis de Guindos, deverão pedir formalmente a Bruxelas para «suavizar» a meta do défice num prazo máximo de 10 dias.

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