Passos admite subir impostos sobre consumo, incluindo IVA
Líder do PSD só afasta aumento de impostos sobre o rendimento e corte de pensões
- PorRedacção PGM
- 2011-03-24 15:00
O líder do PSD pronunciou-se finalmente sobre uma possível subida de impostos, se o seu partido vier a formar Governo.
Passos Coelho diz que, numa altura em que se desconhece a verdadeira situação das contas do país, não pode afastar uma mexida nos impostos. Mas a aumentar algum imposto, garante, será apenas
os que incidem sobre o consumo e não sobre o rendimento.
Ou seja, está afastado um aumento de IRS ou IRC, mas fica
em aberto um aumento da taxa de IVA ou de impostos especiais sobre o consumo, como o do tabaco, álcool ou produtos petrolíferos
(combustíveis).
Em declarações aos jornalistas, o líder social-democrata diz que o único compromisso que pode assumir
nesta altura com os portugueses é que não tomará medidas que afectem as pensões e reformas mais degradadas, quer através de
aumento de impostos quer de corte de rendimentos.
Já esta quinta-feira de manhã o secretário-geral do PSD, Miguel
Relvas, admitiu a possibilidade de aumentar a taxa normal de IVA, que se encontra actualmente em 23%, para 24 ou 25%, caso o seu partido chegue ao poder. A possibilidade foi avançada pelo jornal
«Correio da Manhã» e o secretário-geral, questionado pela «TSF» não afastou este cenário e defendeu que o futuro político
do país tem que passar por eleições antecipadas. «Está tudo em aberto», afirmou.
A subida do IVA pode assim constar
dos compromissos assumidos pelo líder social-democrata, esta
quinta-feira de manhã em Bruxelas, onde esteve com Ângela Merkel e onde terá assumido outro compromisso, o de não cortar salários
nem pensões.
O líder da bancada parlamentar do PS, critica o que o PSD vem agora admitir. Francisco Assis diz que
aumentar o IVA é uma «solução injusta», porque é um aumento
indiscriminado sobre todos os portugueses, quaisquer que sejam os seus recursos económicos e sociais. Já o CDS-PP, demarca-se desta medida.
Entretanto o conselheiro nacional do partido, o
economista Nogueira Leite, pediu já ao PSD que mostre o que vai fazer diferente
do
PS, um apelo para que os laranjas não caiam na tentação de seguir o mesmo caminho dos socialistas.
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