FMI: Trichet diz que europeus devem falar a «uma só voz»
Presidente da UE, Herman Van Rompuy, manisfestou-se em Fevereiro último a favor de um representante único dos países da Zona Euro
- PorRedacção LF
- 2010-09-04 18:24
O presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet, apelou este Sábado aos europeus para falarem a uma só voz no
Fundo Monetário Internacional FMI), uma vez que é oportuno um debate nesse sentido.
Questionado sobre a oportunidade
de reduzir ou não o número de membros dos países da União Europeia no conselho de administração do FMI, Trichet respondeu
apelando aos europeus para «terem uma posição única» no seio desta organização internacional.
«É muito importante
para o governo mundial», advertiu Jean-Claude Trichet, que falava durante uma conferência de imprensa que se realizou à margem
do Forum Ambrosetti que reuniu personalidades do mundo da política e da economia junto ao lago Côme, no norte da Itália.
Trichet
precisou que não falava enquanto presidente do BCE, mas a «título pessoal», pois o BCE «não tem posição» sobre esta matéria.
Atualmente,
a Europa ocupa nove lugares no conselho de administração do FMI, de entre entre os 24 que o compõem.
Excluindo o
Japão que possui um representante no conselho de administração do FMI, a Ásia tem quatro lugares e os países árabes e do Médio
Oriente três, enquanto que a América Latina detém dois elementos.
Para poder dar resposta às exigências e ao crescente
peso dos países emergentes, tem decorrido um debate nos últimos anos sobre a oportunidade racionalizar a representação dos
diferentes países europeus no seio do conselho de administração do FMI, procurando limitar, por exemplo, a um representante
no caso dos países da zona euro ou mesmo da União Europeia (UE).
O presidente da UE, Herman Van Rompuy, manisfestou-se
em Fevereiro último a favor de um representante único dos países da Zona Euro, apesar das resistências que esta ideia suscita
entre os países interessados.
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