Bruxelas disponível para flexibilizar metas do défice
Fontes comunitárias admitem países podem ter alguma margem de manobra, numa altura em que as previsões para 2012 ameaçam ser pior do que o estado
- PorRedacção JF
- 2012-02-23 08:40
Os cortes e a austeridade continuam prioritários, mas Bruxelas admite que é possível reduzir a dose: segundo o jornal «El
País», o sombrio horizonte económico que se avizinha para 2012 terá acabado por persuadir a União Europeia de que é possível
flexibilizar ligeiramente as metas do défice de alguns países em relação às finanças públicas.
Dos sucessivos ajustes
para travar a crise na Europa resulta uma recessão que se espera ser ainda pior. Fontes comunitárias admitiram ao jornal espanhol
que Bruxelas «flexibilizará ligeiramente» os objetivos da redução do défice se vários países assim o solicitarem. Espanha
e Portugal são um bom exemplo.
As previsões, que serão conhecidas esta quinta-feira às 10h, auguram uma recessão maior do que a esperada e, para 2013, quando a comissão já calculava
uma ligeira retoma para Portugal (1,1%), o mais provável é que a economia fique a «zeros».
Espanha também espera
resultados piores: mais recessão implica destruição de emprego, encerramento de empresas, menos receita de impostos e mais
gastos com subsídio de desemprego.
O governo espanhol admitiu, na passada terça-feira, que a alta de desemprego
e a severa recaída na recessão iriam obrigar a pedir um alívio na meta do défice.
Segundo o «El País», o executivo de Mariano Rajoy tem
desenhada uma estratégia para negociar com Bruxelas uma alteração ao compromisso do défice para este ano, para que possa ficar
acima dos 5% do PIB.
O primeiro-ministro considera que é um «suicídio» passar o défice dos 8%, registados em 2011,
para os 4,4% exigidos para o presente ano. O jornal, que cita fontes do governo, explica que o presidente do executivo e o
ministro da Economia, Luis de Guindos, deverão pedir formalmente a Bruxelas para «suavizar» a meta do défice num prazo máximo
de 10 dias.
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