Economia

Carnaval: mesmo sem tolerância, metade do país parou

Maioria das autarquias, mesmo dos partidos do Governo, deu folga ao pessoal. Empresas públicas e privadas também

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O facto de o Governo não ter concedido este ano tolerância de ponto à função pública no Carnaval não impediu que metade do país parasse. Os funcionários do Estado acabam mesmo por ser dos poucos a trabalhar.

Sectores como a Saúde e a Educação estarão a funcionar normalmente mas, mesmo no sector público, pode contar hoje com muitas portas fechadas. Das 278 autarquias, a larga maioria (64%) concedeu tolerância. Só 36% chamaram os funcionários a trabalhar. Mesmo das 121 câmaras dominadas pelos partidos do Governo (PSD e CDS-PP), 59% decidiram dar folga aos trabalhadores.

Banca fechada e transportes a meio gás


Também o Banco de Portugal (BdP) não vai seguir a decisão do Governo e apenas os serviços fundamentais estarão a funcionar. O Acordo de Empresa do banco central estabelece que a instituição deve observar a terça-feira de Carnaval, e é o que fará. Também o acordo coletivo de trabalho do sector bancário prevê este dia como feriado, por isso, a banca está de folga: BES, BCP, BPI, Santander Totta e Banif, entre outros, estão fechados.

No sector empresarial, também há muitas portas fechadas, e não só no sector privado. À semelhança do que acontece no BdP, as empresas de transportes públicos, como a CP ou o Metro de Lisboa, têm também o Carnaval como feriado nos Acordos de Empresa, e o serviço fica reduzido.

Empresas públicas e privadas param

RTP, TAP, ANA e CTT, entre muitas outras empresas públicas, têm também Acordos de Empresa ou acordos coletivos de trabalho e, quem não tem folga, tem direito a receber horas extraordinárias ou é depois compensado com horas livres.

Empresas privadas como a EDP, Galp, Microsoft e REN também dão tolerância de ponto.

Apenas nos sectores onde o trabalho aos fins-de-semana e feriados é prática corrente (como a restauração, turismo e comércio), se trabalhará normalmente. Mesmo assim, empresas de grande distribuição, como a Jerónimo Martins (Pingo Doce) ou a Sonae (Continente), encaram o dia como feriado.

Até empresa do presidente da CIP fechou

A própria empresa Metalúrgica Luso-Italiana, liderada pelo presidente da Confederação Industrial Portugal (CIP), António Saraiva, estará encerrada na terça-feira, dia de Carnaval, uma vez que o contrato coletivo do setor consagra esta data como feriado.

Mas há também algumas exceções. Por exemplo, a PT e a Vodafone vão funcionar normalmente.

No mundo político, o primeiro-ministro, o Presidente da República e os deputados terão também um dia cheio... de trabalho.

O ministro da Economia diz que a culpa de o país estar a meio gás é dos acordos coletivos e não pode responder por empresas nem pelas autarquias.

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