Carnaval: fim da tolerância de ponto é «pura agressão»
João Proença da UGT defende funcionários públicos e diz que Governo revela «insensibilidade»
- PorRedacção CPS
- 2012-02-09 18:18
O secretário-geral da UGT, João Proença, classificou esta quinta-feira de «acto puro de agressão» aos trabalhadores da
função pública a decisão do Governo de não dar tolerância de ponto no Carnaval e acusou o Executivo de revelar «insensibilidade
social».
«Na análise que fazemos em Portugal há por vezes muito maximalismo [por parte do Governo] e o que se passa
com a dispensa para a terça-feira de Carnaval é um sinal claro desse maximalismo e também um sinal de insensibilidade social»,
afirmou João Proença em conferência de imprensa, citado pela Lusa.
Na passada sexta-feira, o primeiro-ministro, Passos
Coelho, anunciou que o Governo não dará tolerância de ponto aos funcionários públicos no Carnaval, argumentando que «ninguém
perceberia» que tal acontecesse numa altura em que o Executivo se propõe acabar com feriados.
Para o secretário-geral
da UGT, esta decisão do Governo «é um acto puro de agressão aos trabalhadores da administração pública».
E concretizou:
«Num momento em que os trabalhadores da administração pública foram sujeitos a tão graves sacrifícios - em que perdem dois
salários, em que têm congelamento nas progressões, em que estão ameaçados de transferência de local de trabalho -, é claramente
inaceitável que, de uma maneira gratuita, avulsa, o Governo retire a tolerância de Carnaval».
Mais grave ainda, para
a UGT, é que a decisão do Executivo tenha sido anunciada apenas 15 dias antes do Carnaval.
No dia do anúncio, Passos
Coelho salvaguardou, contudo, que «o facto de poder haver municípios que têm especiais tradições na comemoração do Carnaval
quererem fazer eles próprios a tolerância de ponto a nível local é uma matéria que será decidida por cada município».
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