Economia

«Abstenções não beliscam projecto da CGTP»

São reflexo da «pluralidade» da Intersindical, que está «determinada em defender os interesses dos portugueses»

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Carvalho da Silva disse adeus à liderança da CGTP. Agora é a vez de Arménio Carlos estar à frente da Intersindical. Tranquilo, à chegada ao segundo dia do XII Congresso da CGTP, Arménio Carlos disse que esta era um «dia importante» e que as abstenções que marcaram a sua eleição «não beliscam o projecto» que a CGTP vai seguir.

Saiba aqui quem é Arménio Carlos

«Este é um dia importante para mim e para todos os portugueses. A central está determinada em defender os interesses dos portugueses e mudar o rumo de Portugal». Um rumo que por agora tem sido marcado pelo «aumento das desigualdades, por um caminho de retrocesso». Mas a CGTP e o seu novo líder querem «fazer tudo o que está ao nosso alcance para que os trabalhadores se insurjam». Para que a «luta de massas» se faça sentir.

Arménio Carlos obteve 113 fotos a favor e contou com 28 abstenções. Carvalho da Silva, há quatro anos, arrecadou 120 votos com luz verde para se manter à frente da Intersindical, o que aconteceu durante 25 anos.

Saiba aqui quem é Arménio Carlos

Sobre o peso que as abstenções podem exercer no seu mandato, Arménio Carlos garantiu que elas são reflexo da «pluralidade da CGTP», mas que «não beliscam o seu projecto nem as orientações do programa de acção». Este documento «não se limita a denunciar o que se passa. Apresenta alternativas como mais logo poderão ver».

Arménio Carlos tem recebido algumas críticas por pertencer ao comité nacional do PCP. A elas, responde que faz um trabalho honesto e que isso não tem qualquer influência no trabalho da central sindical.

Mais: diz ainda que a CGTP é feita de todos os que trabalham em prol dos direitos laborais e que vai estar aberta a todos os movimentos sociais, como os Precários e os Indignados.

Sobre a clivagem entre a CGTP e a UGT a propósito do acordo de Concertação Social, Arménio Carlos disse que «a UGT tem as suas opiniões, nós temos as nossas. A questão de fundo não está na unidade da CGTP e da UGT. Está na base, nos locais de trabalho».

O acto eleitoral

O novo Conselho Nacional, eleito no XII Congresso da central sindical com 735 votos a favor, oito brancos e 32 nulos, elegeu os 29 elementos da Comissão Executiva, os seis elementos do Secretariado do Conselho Nacional e o secretário-geral que não poderá cumprir mais de dois mandatos, num total de oito anos.

A Comissão Executiva vai ter uma renovação de cerca de metade dos seus elementos, maioritariamente devido às saídas por idade e, entre os 142 votantes, 130 votaram a favor deste órgão, que contou com dez votos brancos e dois nulos.
Entre os 141 votantes para o Secretariado do Conselho Nacional, 130 votaram a favor e 11 brancos.

Arménio Carlos, Deolinda Machado, Joaquim Dionísio e Ana Avoila são alguns dos antigos dirigentes que se mantêm na Executiva.

Entre os 14 novos dirigentes que entram estão Carlos João Tomás, do Sindicato dos Têxteis da Beira Alta, assim como Fernando Jorge Fernandes, do Sindicato dos Funcionários Judiciais, José Joaquim Correia do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local (STAL) e também Augusto Praça, do Sindicato da Hotelaria.

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