Cimeira: Portugal promete ser fiel a compromissos
Sócrates foi aplaudido pelos parceiros e recebeu palavras de apoio. Passos ouviu vários recados. Líderes europeus chegam a acordo para pacote alargado de medidas para lidar com a crise com da dívida pública
- PorRedacção PGM/JF
- 2011-03-24 22:59
[Notícia actualizada às 00h10]
O primeiro-ministro demissionário,
José Sócrates, prometeu esta quinta-feira na cimeira europeia
em Bruxelas que o país «saberá estar à altura das suas responsabilidades e cumprirá os seus compromissos com a Europa», avança
a Lusa, que cita fonte diplomática.
Sócrates reiterou a mensagem tantas vezes transmitida aos parceiros europeus,
de que Portugal não precisa de ajuda internacional, tendo recebido
em troca palavras de apoio do «amigo» primeiro-ministro espanhol, José Luiz Zapatero e de do Presidente francês, Nicolas Sarkozy.
O
ainda chefe do Governo foi aplaudido pelos parceiros europeus, um gesto habitual quando um dos membros do Conselho Europeu
está de saída do cargo.
No final do primeiro dia de cimeira, os líderes europeus chegaram a acordo para um pacote alargado de medidas económicas, e o aumento
do fundo de estabilização financeira (FEEF), que só terá conclusões em Junho, e o aumento da capacidade do mecanismo europeu
de estabilidade.
Mas desta cimeira saem também avisos a Portugal, de que a queda do Governo não pode mudar o rumo
da consolidação orçamental.
Vários responsáveis desdobraram-se em declarações para que isso fique bem claro aos
partidos da oposição em Portugal.
A chanceler alemã, Ângela Merkel, que disse esta manhã estar grata a José Sócrates, reiterou que os compromissos assumidos devem ser mantidos. Numa reunião
com o líder do PSD, Passos Coelho, a alemã deixou ainda claro que «lamenta»
o chumbo do PEC 4 no Parlamento. Também para o social-democrata foi outro recado deixado por Nicolas Sarkozy: o francês afirmou
que «os partidos da oposição em Portugal não podem pensar que as condições de austeridade defendias por Bruxelas vão ser alteradas».
Também
o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet,
e do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, e ainda da Comissão Europeia,
Durão Barroso, disseram que o fundamental é manter as metas
de consolidação orçamental.
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