Internautas europeus não conseguem comprar online
Estudo da UE revela que 61% das compras pela internet são recusadas
- PorDiana Catarino
- 2009-12-08 09:36
O estudo envolveu clientes-mistério de todos os países da União Europeia e o objectivo era procurar 100 produtos populares
(CD, computadores, máquinas fotográficas digitais e máquinas de lavar roupa) na Internet.
Resultado: para além da
poupança (que é de pelo menos 10%) e do acesso a produtos que não existem no mercado nacional de cada internauta, a mais surpreendente
conclusão é a de que 61% das compras não são bem sucedidas, ou porque o comerciante não possui meios de pagamento adequados
ou porque não é feita entrega naquele país.
Em 13 dos 27 países europeus, pelo menos metade dos produtos procurados,
a poupança era de pelo menos 10% do que a melhor oferta nacional encontrada (incluindo as despesas, por exemplo, de transporte).
50% dos produtos não existiam na internet local, mas foram encontrados em outros países da UE.
Se os dados não surpreendem,
a percentagem de encomendas mal sucedidas é avassaladora e mostra um comércio electrónico muito pouco global. Em média, 61%
das encomendas feitas não chegaram a bom porto, principalmente porque o comerciante se recusou a servir o país de residência
do consumidor ou não oferecia meios adequados de pagamento além fronteiras.
«É absolutamente necessário simplificar
o labirinto jurídico que impede que os comerciantes em linha passem a oferecer os seus produtos noutros países», afirmou Viviane
Reding, Comissária da UE para a Sociedade da Informação e Meios de Comunicação Social.
«Não teremos na realidade
uma economia digital enquanto não suprimirmos todas as barreiras às transacções em linha, igualmente para os consumidores
finais. Esta deve ser uma das prioridades de topo na lista de todas as iniciativas políticas de relançamento do projecto do
mercado único».
Actual legislação é manta de retalhos
O estudo data de Outubro e define algumas das
áreas prioritárias de acção para combater a «manta de retalhos» que é a actual legislação.
Nesse sentido, a proposta
de directiva quer criar um conjunto de direitos simples e único para os consumidores da União Europeia, intensificar a fiscalização
para aumentar a confiança dos consumidores no comércio transfronteiras.
A União Europeia refere que a medida mais
urgente passa pela simplificação das regras do comércio transfronteiras aplicáveis aos retalhistas (por exemplo, as respeitantes
ao IVA, às taxas de reciclagem e aos direitos de propriedade intelectual).
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