Economia

Despedimentos colectivos têm pouco peso na taxa de desemprego

UGT diz que problema é a não renovação de contratos a prazo

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O secretário-geral da UGT, João Proença, disse esta quinta-feira que a principal fonte de despedimentos em Portugal é a não renovação de contratos a prazo e que os despedimentos colectivos têm pouco peso na taxa de desemprego.

Em conferência de imprensa, esta tarde, João Proença considerou que «para um tecido empresarial em que normalmente há mais de 200 mil postos de trabalhos despedidos por ano, os despedimentos colectivos não são a principal fonte de despedimento».

Segundo considerou, «a principal fonte de despedimentos em Portugal é, de longe, a não renovação de contratos a prazo, que abrange mais de 40 por cento dos trabalhadores despedidos».

João Proença comentava os números divulgados na quarta-feira pela Direcção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT), segundo os quais o número de empresas que recorreram ao despedimento colectivo mais do que duplicou em 2011, face ao ano anterior, à semelhança do número de trabalhadores despedidos, que ultrapassou os 6.500.

Entre Janeiro e Dezembro do ano passado, recorreram ao despedimento colectivo 641 empresas, uma subida de 118 por cento face a 2010, e foram despedidos 6.526 trabalhadores, o que representa um aumento de 88,5 por cento, face ao ano anterior, em que foram despedidos 3.462 trabalhadores num universo de 294 empresas.

O número de trabalhadores sujeitos a esta medida também aumentou consideravelmente: no ano passado foram abrangidos por esta medida 34.777 trabalhadores, número que compara com 22.480 trabalhadores em 2010.

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