Sabe o que vai dar no futuro? Então veja!
Google não tem dúvidas de que criatividade e gestão de ideias, recursos humanos e informação e inovação vão ser departamentos essenciais em qualquer empresa daqui a 10 anos. Se não tem trabalho, já sabe em que áreas pode investir
- PorRedacção VC
- 2010-08-18 14:10
Como serão as profissões daqui a 10 anos? A Google acredita que as tecnologias e as ferramentas de colaboração vão permitir
a criação de novos postos de trabalho nas empresas. Se anda à procura de emprego, fica a saber que o futuro está em três grandes
categorias: criatividade e gestão de ideias, recursos humanos e departamento de informação e inovação. Esta é, pelo menos,
a conclusão do estudo «A Década Decisiva», realizado pela The Future Foundation, a pedido da Google.
Departamento
de criatividade e gestão de ideias
Esta área de actividade numa empresa contará com vários profissionais: o chefe
de ideias, cuja função é fomentar e encorajar novas ideias para a empresa; o editor de ideias, que passa a substituir
o antigo director criativo, edita e gere o fluxo de ideias em toda a companhia; o arquivador criativo, cuja competência
é «manter um banco das ideias criadas dentro da empresa para uso futuro»; e o director de colaboração, a quem compete
o desenvolvimento e a manutenção de redes de colaboração no sentido de ser criado um fluxo de inovação.
Recursos
humanos e tecnologias de informação
O director de sistemas humanos será uma das profissões que permitirá
o encaixe dos departamentos de recursos humanos e as tecnologias de informação numa só área de actividade. A ideia é fomentar
a interacção entre pessoas e computadores, explica o jornal espanhol «Cinco Días».
O work-life balance manager
será outra profissão em destaque nos próximos dez anos e cuja competência é um equilíbrio positivo entre o trabalho e a vida
profissional dos funcionários.
Surgirá também a figura do iCulturista, o responsável de «entrelaçar todos
os aspectos da vida; manter o bem-estar do empregado, assegurando também o trabalho e as redes pessoais». No fundo, será um
cargo importante para a cultura corporativa da empresa, num cenário em que os trabalhadores têm de ser cada vez mais polivalentes.
Será ainda o departamento responsável pela gestão de novos talentos e, neste sentido, pela contratação de novos funcionários.
Departamento de informação e inovação
Nesta área de actividade, o estudo destaca o director de
segurança do cloud computing. O software que é executado nos computadores recorre cada vez mais a aplicações e
serviços disponíveis na Internet, a partir de centros de dados remotos. É aquilo que se chama de cloud computing, a
«nuvem» que promete facilitar o trabalho e a produtividade das empresas. O responsável pela segurança da cloud encarregar-se
á de que a informação empresarial alojada na «nuvem» esteja segura. Uma medida de prevenção cada vez mais importante, porque
a maioria dos dados das empresas está guardada em suportes electrónicos fora das suas sedes corporativas e que são, muitas
vezes, geridos por outras firmas.
Já o director de fluxos de informação terá a seu cargo assegurar um fluxo
constante de informação e inovação entre o pessoal, as redes, os colaboradores e os empresários.
Na hierarquia, o
cargo máximo será desempenhado pelo presidente de inovação, responsável por «um entendimento profundo da criatividade
dentro do campo da tecnologia e de como esta última deverá facilitar uma maior inovação e colaboração».
Numa altura
em que a taxa de desemprego em Portugal se mantém elevada nos 10,6%, com quase 600 mil desempregados, nada como apostar na
formação tecnológica, a área que parece dar maiores garantias de trabalho no futuro.
Taxa de desemprego nacional estabiliza nos 10,6%
Mais produtividade? «Nuvem» resolve
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