Economia

Zona Euro aprova reforço de 150 mil milhões para o FMI

Montante pode chegar aos 200 mil milhões no conjunto dos 27 países da União Europeia. Portugal, Irlanda e Grécia ficam de fora

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Os países da Zona Euro aprovaram esta segunda-feira na reunião telefónica o empréstimo de 150 mil milhões de euros ao Fundo Monetário Internacional (FMI).

No entanto, continuam as negociações para que esse empréstimo alcance os 200 mil milhões de euros no conjunto dos 27 países da União Europeia, tal como tinha sido decidido na última cimeira europeia. O Reino Unido, que ficou de fora do acordo intergovernamental, disse já que não pretende contribuir. Uma baixa de peso, já que o Reino Unido seria o segundo maior contribuinte, depois da Alemanha e a par com a França.

Na última cimeira europeia tinha ficado decidido um reforço do FMI através de empréstimos bilaterais dos bancos centrais dos países europeus, para que o Fundo possa ajudar a combater a crise do euro. Tudo porque as regras europeias não permitem que o BCE financie directamente os países europeus e porque os países europeus não quiseram financiar directamente o Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF).

No entanto, os países que recorreram à ajuda internacional (Portugal, Grécia e Irlanda) não vão ter de contribuir para este empréstimo.

Além dos países do euro que vão participar, há mais quatro Estados que não pertencem à moeda única e que também entram no reforço: República Checa, Dinamarca, Polónia e Suécia.

No comunicado emitido após a reunião dos ministros das Finanças da União Europeia, os governantes afirmam que este contributo faz parte de «um esforço internacional mais amplo», e apelam aos «membros do G20 e outros membros financeiramente fortes do FMI» a darem também o seu contributo.

Avançam ainda que quatro Estados-membros da UE que não fazem parte da Zona Euro já manifestaram vontade de fazer parte do processo de reforço dos recursos do FMI, designadamente República Checa, Dinamarca, Polónia e Suécia, enquanto o Reino Unido indicou que definirá a sua contribuição no início do próximo ano, no quadro do G20.

É a segunda vez em dez dias que o Reino Unido se isola numa decisão, impedindo que a União Europeia se mostre unida no combate à crise.

Quanto ao montante de 150 mil milhões de euros hoje acordado pelos países da Zona Euro, a distribuição do esforço entre si foi calculada com base na reforma das quotas no FMI levada a cabo em 2010 e que dita que os principais contributos sejam da Alemanha (41,50 mil milhões de euros), da França (31,40 mil milhões) e da Itália, com 23,48 mil milhões.

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