As medidas de austeridade com que a Grécia se comprometeu
Corte de salário mínimo, congelamento de salários controlados pelo Estado, descida da TSU, redução de funcionários públicos e privatizações
- PorRedacção PGM
- 2012-02-09 19:19
O acordo finalmente alcançado na Grécia obrigou o executivo do país a ceder em matérias fundamentais
e a comprometer-se com medidas de austeridade nunca antes vistas. Salários, pensões e número de funcionários públicos sofrem
cortes drásticos.
De acordo com a imprensa grega e as principais agências noticiosas internacionais, do acordo alcançado
entre os três partidos que formam o Governo de coligação e com a troika internacional (Comissão Europeia, Banco Central Europeu
e Fundo Monetário Internacional), consta o congelamento dos salários controlados pelo Estado até que a taxa de desemprego
caia dos actuais 20,9% para menos de 10%.
O salário mínimo, que se encontrava fixado nos 751 euros, baixa 22% para
trabalhadores com mais de 25 anos. Nos mais jovens, o corte é de 32%.
A Grécia assinou ainda o compromisso de rever
salários em algumas áreas profissionais, incluindo magistrados, médicos, diplomatas, polícias e militares.
Também
os que já não estão no activo vão sofrer na pele as medidas de austeridade: os pensionistas das empresas públicas verão as
suas pensões cortadas 15%. Em alguns sectores, como as empresas portuárias, o corte é menor: 7%.
Na função pública,
há o compromisso, já antes dado a conhecer, de colocar 15 mil funcionários no quadro de excedentários ainda este ano. O objectivo,
a mais longo prazo, é reduzir em 150 mil o número de funcionários públicos, que ronda os 700 mil.
À semelhança do
que aconteceu com Portugal, a Grécia compromete-se a vender ainda durante o primeiro semestre de 2012 posições estatais em
várias empresas, incluindo a petrolífera Hellenic Petroleum (ELPE) e, no segundo semestre, a leiloar a concessão da exploração
de portos e aeroportos e da concessionária de auto-estradas grega, a Egnatia Odos.
A Grécia cedeu ainda num ponto
onde o Governo português fez finca-pé: acedeu a cortar as contribuições para a Segurança Social (equivalente à Taxa Social
Única em Portugal). A taxa vai descer dois pontos para já, mas haverá uma nova descida, de três pontos, em 2013.
Os
jornais gregos dizem que são estas as principais medidas do acordo já alcançado, mas acrescentam que falta definir onde é
que Atenas vai poupar mais 300 milhões de euros, exigidos pela troika, e que deveriam ter sido conseguidos com um corte maior
nas pensões, a que o Governo liderado por Papademos não cedeu.
As cedências feitas causaram, mesmo assim, uma baixa
de peso no executivo: o vice-ministro do Trabalho, Yannis Koutsoukos demitiu-se.
O acordo era a condição exigida
pela troika para aprovar o segundo pacote de resgate ao país, no valor de 130 mil milhões de euros, que evitará que a Grécia entre em bancarrota
em 20 de Março, quando vence dívida de 14,9 mil milhões de euros.
- 08:36Merkel está a ficar isolada: «Não deve recusar euro-obrigações»
- 08:22Transportes: Governo mostra à troika soluções para travar dívida
- 08:04Greve na CP: 44% dos comboios suprimidos até às 08h00
- 07:53Cavaco convicto de que Portugal vai superar a crise
- 03:00Países em vias de desenvolvimento crescem 8,2%
- 03:00Timor-Leste: receitas do petróleo vão cair este ano
- 01:10Veja as capas dos jornais de hoje
- 21:39Morgan Stanley defraudou expectativas na entrada do Facebook em bolsa
- 21:33Quase 150 mil com prestações da casa em atraso
- 21:16Roubini: Cazaquistão será um motor da economia mundial
- 21:09Disciplina orçamental sem crescimento «é insustentável»
- 20:59Certificados de aforro perdem mais de 226 milhões
- 20:53Empresa propociona trabalho a desempregados
- 20:51Greve da NAV cancela voos e altera horários
- 20:20Quer uma «oportunidade»? UE ajuda 5 mil a encontrar emprego
- 19:39Repsol mais perto de descobrir petróleo no Algarve
- 19:18Depósitos: Portugal contraria tendência de queda
- 19:09EDP vai investir 269 milhões no Brasil até 2015
- 18:26Relatório sobre Portela+1 entregue até final de maio
- 18:08QREN: nova linha de 500 milhões
- Mais últimas