Grécia tem de decidir se quer ficar no euro até 4ª
País enfrenta outra vez o fio da navalha. Pacote de austeridade ainda vai passar pela votação no Parlamento
- PorRedacção VC
- 2012-02-10 10:09
A Grécia chegou a acordo sobre o novo pacote de austeridade e também com os credores privados para o perdão da dívida, mas não viu ainda luz ao fundo do túnel
para o segundo resgate na reunião do Eurogrupo de ontem. Essa decisão foi adiada para quarta-feira. E esse é precisamente o prazo para que o país decida
de uma vez por todas se quer ficar ou não no euro.
No fio da navalha, Atenas mergulhou esta sexta-feira na segunda greve geral no espaço de uma semana, marcada já por confrontos entre polícia e manifestantes.
O pacote de austeridade ainda tem de passar pela votação no Parlamento, no domingo. O ministro das Finanças avisou
no final do encontro entre os ministros das Finanças europeus de quinta-feira, que os partidos políticos da Grécia têm de
tomar uma decisão clara sobre se querem que o país permaneça no euro ou não até à nova reunião do Eurogrupo.
Há
uma «responsabilidade histórica» em jogo, disse Evangelos Venizelos, citado pelo diário grego «Ekathimerini».
«Até
ao próximo Eurogrupo, que provavelmente se reunirá na quarta-feira, o nosso país, o nosso povo deve pensar e fazer a escolha
estratégica decisiva».
«Se o nosso futuro é na Zona Euro e na Europa, temos de fazer o que temos de fazer
para o programa a ser aprovado» e para o empréstimo ser desembolsado a tempo de a Grécia pagar a dívida que vence em Março,
no valor de 14,5 mil milhões de euros.
O Governo de coligação dispõe de 252 deputados no Parlamento e espera-se
que o acordo para o empréstimo que o acordo para o empréstimo tenha luz verde.
Mas a verdade é que esse acordo contém
uma série de medidas impopulares, como a redução do salário mínimo em 22%. Alguns deputados da coligação já disseram
que vão votar contra o acordo. E também ainda não é clara a posição que o partido LAOS vai tomar.
Certo é que
tempo é o que a Grécia não tem: «Temos que tomar nossas decisões agora», admitiu Venizelos.
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