Grécia espera acordo com credores nos próximos dias
Segundo resgate também deverá ser acertado com a troika até Fevereiro
- PorRedacção PGM
- 2012-01-27 21:02
O primeiro-ministro grego espera alcançar um acordo com os credores privados do país nos próximos dias, disse o próprio
à Reuters esta sexta-feira.
Lucas Papademos garante que «a Grécia não entrará em bancarrota».
«Fizemos progressos
significativos nas últimas semanas, e em particular nos últimos dias. Estamos a tentar concluir as discussões o mais rapidamente
possível. Estou muito optimista de que um acordo será alcançado nos próximos dias», afirmou.
Papademos mostrou-se
também optimista quanto às negociações com a troika, esperando para breve um acordo quanto às reformas que as três entidades
internacionais exigem ao país em troca do segundo resgate ao país, no valor de 130 mil milhões de euros.
«O objectivo
é completar a discussão com a troika em meados da próxima semana, o mais tardar».
Papademos garante que os progressos
alcançados pela Grécia são «maiores do que às vezes parece». O primeiro-ministro assume que existem derrapagens na consolidação
orçamental e no plano de reformas, «mas a desvalorização interna está a ser feita e esperamos que um modesto crescimento comece
a aparecer em 2013».
O ministro das Finanças do país, Evangelos Venizelos, afirmou também esta tarde que
a Grécia está «a um passo» de chegar a acordo com os credores para o perdão de 100 mil milhões de euros de dívida pública
(de u m total de cerca de 350 mil milhões).
Já sobre o novo resgate, em comunicado, o ministro adianta que «enfrentamos
ainda uma série de difíceis questões para iniciar o novo programa (de empréstimo)».
«Tudo isto tem que ficar concluído
nos próximos dias, porque o anúncio do perdão do sector privado deve ser emitido antes de 15 de Fevereiro», sublinhou Venizelos.
Também esta sexta-feira a directora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, mostrou-se
insatisfeita
com as propostas que têm sido feitas, até agora, pelos credores privados da Grécia, e que o Governo grego ainda não pôde aceitar.
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