Economia

Hipers abertos ao domingo: «Mais emprego e vida facilitada»

Sonae aplaude medida. Jerónimo Martins não vê nos novos horários trampolim para melhor desempenho mas diz que alteração é de louvar. DECO prefere destacar «melhoria na acessibilidade dos consumidores»

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A Sonae aplaudiu esta quinta-feira a decisão do conselho de ministros de harmonizar o horário dos estabelecimentos comerciais e de permitir o funcionamento dos hipermercados também ao domingo e até à meia-noite. Uma medida «a favor da concorrência uma vez que elimina distorções» e que «vai criar mais emprego e facilitar a vida das famílias».

UGT é contra

Em Março, durante a apresentação dos resultados do grupo, Paulo Azevedo já tinha considerado que o fecho dos hipermercados ao domingo era «uma pena e uma injustiça muito grande».

E que «todos os anos, em Janeiro, quase 2 mil pessoas deixam de trabalhar na Sonae ,depois retomam no ano seguinte, na época do Natal [período em que os hipermercados podem abrir aos feriados e domingos à tarde]». Com a tão aguardada alteração, «essas 2 mil pessoas teriam, com certeza, lugar na Sonae».

JM: «Horários não são decisivos para melhor desempenho»

Já a Jerónimo Martins considera que os horários de funcionamento não são decisivos para o desempenho das cadeias de distribuição».

Mas, «por princípio, é contra todas as medidas de carácter administrativo que coloquem entraves» ao livre funcionamento do mercado, disse à agência Lusa o grupo que detém o Pingo Doce, o Feira Nova e o Recheio.

O Pingo Doce «não será afectado pelas alterações regulamentares». É que esta marca tem lojas com dimensão inferior a dois mil metros quadrados que já podiam estar abertas ao Domingo à tarde.

DECO: cidades «dormitório» devem ter horários diferentes

A DECO classificou a medida que visa o alargamento dos horários dos hipermercados como «um passo importante na acessibilidade dos consumidores».

O secretário-geral da Associação para a Defesa do Consumidor defende que os horários do comércio, incluindo o pequeno comércio e as grandes superfícies, devem ser definidos segundo o ramo do negócio e a sua localização. «Uma loja numa cidade dormitório deve ter um horário diferente de uma num sítio movimentado».

A abertura dos hipermercados ao Domingo até à meia-noite não implica, acredita a DECO, um aumento do crédito ao consumo. «Não temos uma atitude paternalista face ao consumidor. O controlo da publicidade e a informação prestada é que podem influenciar esse crédito, não um alargamento dos horários».

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