Crise obriga portugueses a trocar para casas mais pequenas
Cerca de 25 por cento dos clientes das mediadoras imobiliárias estão a tentar comprar casas mais pequenas ou mais baratas do que a que têm actualmente, porque já não conseguem pagar a prestação.
- PorPaula Gonçalves Martins
- 2007-08-29 15:58
Segundo o presidente da Associação Portuguesa das Empresas de Mediação Imobiliária (APEMI), José Eduardo Macedo, em declarações à «Agência Financeira», estes casos «representam cerca de um quarto do total».
«Normalmente, as motivações para se comprar uma casa nova são o nascimento de filhos, que implica a necessidade de uma casa maior, ou o aumento de rendimento, que está associado a uma melhoria das condições de vida, à mudança para uma casa maior, com melhores condições, numa zona melhor da cidade», explica. Mas, nos últimos tempos, surgiu uma nova realidade, que tem cada vez mais expressão: a necessidade de pagar uma prestação menor no crédito à habitação.
As razões são sobejamente conhecidas: muita gente comprou casa no final dos anos 90 e início desta década, devido aos níveis historicamente baixos das taxas de juro, muitos portugueses compraram casas caras para os seus rendimentos e endividaram-se mais do que deviam. Depois, com a subida gradual do preço do dinheiro, as prestações dos créditos à habitação (e as outras também) foram aumentando e, como os últimos anos foram de crise, os salários nem sempre acompanharam o aumento da despesa. Resultado: muitas famílias já não conseguem pagar as mensalidades.
«Muitas famílias estão à procura de casas mais pequenas, passam de um T3 para um T2, por exemplo, para tentarem resolver os seus problemas financeiros», diz o responsável.
«Quando as agências medeiam a compra de uma casa, a sua relação com os clientes não se esgota aí, a ligação mantém-se. E quando esses clientes aparecem a dizer que não estão a conseguir pagar as prestações, as agências tentam ajudar e aconselhar os clientes, nomeadamente a negociar com os bancos condições melhores, como spreads mais baixos e prazos mais alargados. Existe também uma opção que é cada vez mais frequente, que passa por deixar uma parte do crédito para pagar no final do prazo», refere José Eduardo Macedo.
Contas feitas, o sector da mediação imobiliária não tem tido razões de queixa, apesar da crise. O presidente da APEMI admite que «são conseguidas menos transacções», mas também adianta que «as operações que se fazem têm valores maiores».
E explica que «a crise tem outra vertente: quando as casas são mais difíceis de vender, procura-se mais a ajuda de profissionais, as pessoas não conseguem vender as casas sozinhas».
Notícias relacionadas
- Remax apoia clientes com dificuldade em pagar crédito à habitação
- Fisco põe quase 5 mil imóveis e carros penhorados à venda
- Construção sustém queda e melhora perspectivas
- Prestação da casa já subiu 400 euros por ano
- Silfiducia vende edifício «Lapa 15» a 50%
- Mercado de casas novas pode valorizar 4,4% este ano
- Mercado habitacional valoriza mais de 1%
- IMI: impostos diferentes para casas iguais
- LAMMI tem apartamentos na Quinta da Marinha à venda
- Agências «rating» avaliaram mal os riscos do crédito hipotecário
- Taxa de Juro no crédito à habitação sobe para 5,1%
- Visa lança «white paper» sobre processamento
- Prestação da casa já subiu 400 euros por ano
- Conselhos para contornar crise do crédito
- Crédito malparado não preocupa mercado
- Empréstimos à habitação desaceleram em Junho
- Euribor volta a subir hoje em todos os prazos
- Euribor já voltou a subir hoje
- «Esta é a maior crise financeira dos últimos anos»
- Prestação mensal à habitação sobe 102 euros
- Crise hipotecária: o que pode acontecer?
- A crise do crédito explicada a todos
Últimas notícias
TGV: Governo dá «luz verde» ao Aveiro-Gaia
Preços dos combustíveis resultam em queixas a Bruxelas
Próxima geração vai ter pior nível de vida
Salários da função pública em contenção até 2013
Combustíveis: porque é que os hipers vendem mais barato?
- 21:20Galp estabelece acordo para explorar e produzir no Uruguai
- 21:02Novabase: lucros crescem mais de 8 vezes
- 20:52Sport TV: transmissão das ligas em exclusivo por mais um ano
- 20:30TGV: Governo dá «luz verde» ao Aveiro-Gaia
- 20:29Ongoing só pode ter 1% da Impresa para comprar TVI
- 20:26Toyota Portugal chama à revisão carros com defeitos. Saiba quais
- 19:48Preços dos combustíveis resultam em queixas a Bruxelas
- 18:55Próxima geração vai ter pior nível de vida
- 18:51Salários da função pública em contenção até 2013
- 18:14Combustíveis: porque é que os hipers vendem mais barato?
- 18:11CSN quer impugnar entrada da Votorantim na Cimpor
- 18:09Google: rival do iPhone desaponta
- 17:56DECO critica aumento de spreads em clima de crise
- 17:52Financial Times chama Governo espanhol de «paranóico»
- 17:49Combustíveis: publicação ajudou à homogeneização dos preços
- 17:39Funcionários públicos fazem greve a 4 de Março
- 17:37Combustíveis: concorrência não vê concertação nos preços
- 17:12Bolsas em mais uma sessão de recuperação
- 17:01Portugal precisa de consenso politico, avisa Barroso
- 16:59Risco de incumprimento de Portugal é «próximo de zero»
- Mais últimas