Número de desempregados cai 12% num ano
Desemprego caiu nos dois sexos, entre jovens e adultos, todos os níveis de habilitação escolar e quase todas as regiões
- PorPaula Gonçalves Martins
- 2008-03-24 19:25
O número de desempregados inscritos nos Centros de Emprego do Continente e Regiões Autónomas no final de Fevereiro era de 398.579, revelam dados do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP).
De acordo com o mesmo, «o desemprego registado manteve uma trajectória descendente, apurando-se, comparativamente a Fevereiro de 2007, uma quebra de 11,6% (menos 52.258 inscrições)».
Relativamente ao mês anterior, a diminuição foi de 0,3%, consequência do decréscimo de 1.095 desempregados.
A diminuição anual do desemprego, abrangeu homens e mulheres, jovens e adultos e todos os níveis de habilitação escolar.
40% dos desempregados ainda são de longa duração
Considerando a duração do desemprego, calculada pelo tempo de permanência em ficheiro, 59,7% estavam registados há menos de um ano e 40,3% há um ano ou mais. Assim, e face a Fevereiro de 2007, assistiu-se à diminuição do desemprego de curta e de longa duração, respectivamente, de 12,6% e de 10,1%.
O desemprego registou também um decréscimo anual nas cinco regiões do Continente com destaque para Alentejo e Lisboa Vale do Tejo. Apenas a Madeira a contrariar e a acusar um aumento homólogo de 4,7%.
Comparativamente ao mês anterior, o desemprego diminuiu em todo o País, tendo-se verificado excepções nas regiões Centro e Lisboa Vale do Tejo, onde se registaram aumentos, ainda que ligeiros.
Comércio e serviços, protecção e segurança e empregados de escritório lideram
Relativamente
às profissões dos desempregados inscritos, os dados do Continente permitem confirmar a elevada representatividade dos «trabalhadores
não qualificados dos serviços e comércio» (53.041), do «pessoal dos serviços de protecção e segurança» (46.193), dos «empregados
de escritório» (45.207), dos «trabalhadores não qualificados das minas, construção civil e indústrias transformadoras» (33.541)
e dos «manequins, vendedores e demonstradores» (30.561).
Estes cinco grupos de profissões representavam, no seu conjunto, 54,1% do total de desempregados inscritos.
Saúde e ciências da vida com maiores aumentos de desemprego
A evolução do desemprego por profissão, continua a mostrar variações homólogas positivas nos grupos «especialistas das ciências da vida e profissões da saúde» (+26,2%) e «profissionais de nível intermédio das ciências da vida e da saúde» (+9,1%).
Embora com pouca representatividade no volume global de desemprego, o IEFP refere, ainda, o aumento percentual verificado nos «agricultores e pescadores de subsistência» (+2%).
Professores com maior queda de desemprego
Com menos desemprego do que há um ano, salientam-se as profissões do ensino, como os «docentes do ensino secundário, superior e profissões similares» (-39,2%) e os «profissionais de nível intermédio do ensino» (-27,9%). Igualmente com quebras significativas (superiores a 20%) contam-se os «operadores de máquinas e trabalhadores de montagem» e os «outros operários, artífices e trabalhadores similares».
Relativamente à actividade económica de origem do desemprego, dos 349.876 desempregados que aguardavam por um novo emprego, nos Centros de Emprego do Continente, 59,7% eram oriundos de actividades do sector dos «serviços», onde continuam a prevalecer o «comércio por grosso e a retalho» e as «actividades imobiliárias, administrativas e dos serviços de apoio», 34,1% provinham do sector da «indústria» com destaque para a «construção» e 4,2% do sector «agrícola».
Comparativamente ao mês homólogo de 2007, a diminuição do desemprego fez-se sentir nos diferentes ramos dos três sectores de actividade económica, destacando-se, com os mais acentuados decréscimos percentuais, a «fabricação de veículos automóveis, componentes e outro equipamento de transporte» (¿31%), a «indústria do couro e de produtos do couro» (¿26,4%) e os «transportes e armazenagem» (¿24,8%).
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