iPads: Parlamento Europeu gasta 5 milhões
Mais de 730 eurodeputados vão receber, sem qualquer custo, o tablet da Apple. Mas já há políticos que estão contra, por ser uma compra «desnecessária» em altura de crise
- PorRedacção VC
- 2010-05-24 18:28
É mais um a aderir à febre do iPad. Mas em grande. O Parlamento Europeu decidiu entrar no grupo daqueles que não
se imaginam sem o novo tablet da Apple. Os políticos vão ter um iPad em mãos, mas só depois de o aparelho chegar à
Europa, na próxima sexta-feira. Esta adaptação tecnológica vai custar 5 milhões de euros àquele organismo europeu.
A operação está integrada num projecto de mobilidade do sector administrativo do PE. Tudo em nome da comunicação: é necessário
estarem «muito mais conectados», explica o jornal «Cinco Días», com base na informação avançada pelo «Times».
Veja
aqui o iPad que todos querem
E, já que o
preço do iPad anda à volta dos 590 euros, os cofres do Parlamento Europeu vão sofrer uma dieta rigorosa, já que são 736 deputados
a receber gratuitamente um daqueles dispositivos.
A ideia partiu de uma eurodeputada alemã. Klaus Welle é uma grande
entusiasta do primeiro sucesso da Apple, o iPhone, segundo disse um porta-voz da administração do Parlamento Europeu ao diário
britânico.
«Compra é desnecessária» em altura de crise
Com esta operação, o Parlamento pode arrumar
os computadores no sótão, aparelhos apetrechados com o Microsoft Word 2003 que, segundo o mesmo porta-voz, já são «antiquados».
Mais: «A maioria dos eurodeputados já têm um iPhone e estão muito satisfeitos. O PC era bom há algum tempo, mas
o iPad é muito melhor».
Tecnologia é, aliás, o que não falta no dia-a-dia dos deputados, já que dispõem de um portátil,
comprado recentemente à HP, mas que alguns afirmam não chegar aos calcanhares do iPad.
O Parlamento Europeu vai
assim fazer as delícias dos fãs do novo tablet da marca da maçã. Só que alguns políticos já se manifestaram contra.
A britânica Marta Andreasen, por exemplo, classificou a aquisição de «compra desnecessária», sobretudo agora que «crise e
dificuldades» são palavras que enchem os dias e esvaziam as carteiras dos cidadãos europeus.
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