Itália fez batota para entrar na Zona Euro?
Depois da Grécia, Itália está sob suspeita
- PorRedacção PGM
- 2011-11-13 11:33
A Grécia fê-lo e agora desconfia-se que a Itália também pode tê-lo feito: o jornal espanhol «Cinco Dias» escreve que o
país da pizza pode ter «forjado» as suas contas, para poder aderir ao euro.
De acordo com o jornal, que cita um relatório
de 2001, a Itália teria usado «artimanhas financeiras» com derivados, para antecipar a recepção de dinheiro sobre emissões
de dívida e reduzir o seu défice em 1997, de 7 para 2,7%, e assim poder entrar na moeda única.
As suspeitas não
são assumidas oficialmente nos meios políticos, mas nos mercados correm há quase uma década. Num estudo datado de 2001, o
economista Gustavo Piga fala de um país, sem nunca dizer o nome, que terá feito um acordo de permuta financeira (swap) com
um banco de investimento. O país, seria a Itália, que assim conseguiu cumprir os requisitos de Maastricht para o défice. O
esquema é semelhante ao usado pela Grécia com a ajuda do Goldman Sachs. O banco é, aliás, o principal suspeito de estar envolvido
no caso italiano, embora alguns jornais norte-americanos tenham apontado antes baterias ao JP Morgan.
Outra das coincidências
do caso envolve Mario Draghi. O actual presidente do Banco Central Europeu (BCE) estava, à altura dos factos, no Tesouro italiano.
Quando saiu, em 2002, integrou o Goldman Sachs International, onde ficou até 2005, como vice-presidente não executivo e administrador
executivo.
Quem também esteve ligado ao Goldman Sachs foi Mario Monti, que deverá liderar o executivo italiano em
substituição de Silvio Berlusconi, quando este se demitir, como prometeu, agora que foi aprovado o Orçamento do Estado com
as medidas de austeridade acordadas com Bruxelas.
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