Economia

Grécia: Juncker espera «até ao fim do dia»

Para marcar a reunião do Eurogrupo

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O presidente do Eurogrupo, vai esperar «até ao fim do dia» decisões por parte do governo grego sobre as medidas de austeridade para poder marcar uma reunião do Eurogrupo.

«No limite, espero até à noite para decidir se vai realizar-se amanhã (quinta-feira), ou não, a reunião do Eurogrupo», disse esta quarta-feira Jean-Claude Juncker, em conferência de imprensa, no Luxemburgo.

Em Atenas, o acordo entre os partidos da oposição e o governo, após as reuniões com a troika e os encontros paralelos com os credores privados, abre o processo para um segundo resgate financeiro da Grécia, de mais de 130 mil milhões de euros, mas os adiamentos sobre as conclusões sucedem-se desde segunda-feira.

O novo fundo de resgate é fundamental para o pagamento, até ao dia 20 de Março, de 14,5 mil milhões de euros aos credores privados.

Hoje, o gabinete do primeiro-ministro grego, Lucas Papademos, comunicou que o documento de cinquenta páginas sobre as novas medidas de austeridade foi enviado durante a manhã aos líderes dos três partidos que compõem a coligação do governo interino da Grécia.

Uma fonte do partido conservador, «Apelo Popular Ortodoxo», disse à agência Associated Press que a «versão final do documento» já está a ser analisada e que os socialistas do PASOK e os dirigentes da Nova Democracia esperam aprovar o texto final ainda hoje.

De acordo com a Athens News Agency, o acordo político entre os três partidos pode ser comunicado a qualquer momento, um dia depois da greve geral decretada pelas centrais sindicais contra as novas medidas, e deve ser apresentado pelo ministro das Finanças grego, Evangelos Venizelos, aos ministros das Finanças da zona euro, na quinta-feira, caso a reunião se venha a realizar.

Segundo a mesma agência, o documento do acordo é depois apresentado na sexta-feira ao parlamento em Atenas e votado no domingo.

O texto foi elaborado após uma maratona de discussões que se prolongaram pela noite de terça-feira e conduzidas pelo primeiro-ministro Papademos com os membros da troika composta pelo Fundo Monetário Internacional, Banco Central Europeu e Comissão Europeia, mas está ainda a ser discutido.

Segundo a imprensa grega, estão previstos cortes de 22 por cento no ordenado mínimo, assim como reduções de 15 por cento dos fundos complementares e 15 por cento ao valor das pensões públicas.

O governo grego já anunciou também que a nova vaga de austeridade obrigará igualmente ao despedimento de 15.000 funcionários públicos até o fim de 2012.

Já o «Wall Street Journal» escreve que o Banco Central Europeu vai assumir perdas na reestruturação da dívida grega.

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