Magalhães: «Governo não impôs a fundação aos operadores»
Ex-ministro esclarece que características do computador foram definidas pelo Governo e pelos quatro operadores
- PorCarla Pinto Silva
- 2010-04-14 11:21
Mário Lino, ex-ministro das Obras Públicas e Comunicações, explicou esta quarta-feira que a criação da Fundação para as
Comunicações Móveis (FCM) é «da responsabilidade do Governo e dos operadores» tal como a definição das características do
computador para os alunos do primeiro ciclo.
Durante a segunda audição da comissão de inquérito sobre a Fundação
para as Comunicações Móveis, que decorre no Parlamento, o ex-ministro insistiu que «o Governo não impôs a fundação aos operadores,
nem o contrário» disse, antes de referir que a ideia inicial de criar uma fundação até surge dos operadores, à excepção da
TMN.
«A ideia de criar uma fundação surgiu, pela primeira vez, nas propostas de três dos quatro operadores, tendo
depois sido referida num despacho do ex-ministro da Economia, Carlos Tavares. Mandámos fazer pareceres jurídicos sobre as
várias soluções e concluímos que a criação de uma fundação era a melhor solução», acrescentou.
O ex-ministro contrariou
assim os presidentes das operadoras de telecomunicações que tinham dito, quando foram ouvidos na comissão de inquérito, que
a iniciativa de criar uma fundação tinha sido do Governo.
«Governo nada tem a ver com compra de computadores»
Mário
Lino adiantou que a criação da «ideia do e-escola não interessa nada. Até pode ter sido do meu gabinete. Eu ou acho a ideia
boa ou má, se uma pessoa assina uma coisa é responsável por ela. O Governo nada tem a ver com a compra de computadores», atirou.
Já
quanto à determinação das características para o computador, garantiu, «constam de um acordo entre as partes. Acordámos as
características mínimas, sendo que os operadores [Sonaecom, TMN, Vodafone e ZON] podiam propor alterações, mas nunca propuseram»,
acentuou depois de citar um protocolo assinado entre o Executivo e os operadores a 19 de Abril de 2009, mas que tinha efeitos
já desde 30 de Julho de 2008.
Mário Lino deixou claro que havia «outros computadores disponíveis» além do Magalhães,
que cumpriam os requisitos, mas que o preço foi determinante.
«Tivemos um especial carinho pelo Magalhães»
O
ex-ministro reforçou ainda que o Governo teve «um especial carinho pelo Magalhães» - tal como já tinha dito Paulo Campos -
porque o projecto «deu trabalho a muitos portugueses».
«O Governo fez um bom trabalho, porque puxou pela indústria
do país», rematou.
[Notícia actualizada]
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