Economia

Finanças autorizam contratação de mais funcionários públicos

Admissões estão supostamente congeladas, mas Ministério do Trabalho recebeu, pela segunda vez em apenas 15 dias, «luz verde» de Teixeira dos Santos para contratar mais 30 novos trabalhadores

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O Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social vai contratar mais 30 funcionários. É o segundo concurso publicado em Diário da República, apenas na primeira quinzena de Agosto, que não prevê apenas a contratação de funcionários públicos no quadro da mobilidade especial.

Tendo em conta que as admissões de pessoal na Função Pública estão congeladas, e que só é possível contratar em casos excepcionais, o Ministério do Trabalho, pediu de novo autorização às Finanças e recebeu luz verde para abrir outro concurso.

Em resposta à Agência Financeira, o Ministério do Trabalho sublinhou que a «publicação de um procedimento concursal pressupõe sempre parecer prévio favorável dos membros do Governo pelas Finanças e Administração Pública».

Para que o concurso possa ser aberto, é ainda necessário que existam postos de trabalho vagos nos mapas de pessoal. Mesmo assim, há prioridades a respeitar: primeiro serão colocados os candidatos em situação de mobilidade especial, se cumprirem os requisitos pedidos no concurso; depois, esgotados estes, serão escolhidos os candidatos detentores de contrato por tempo indeterminado, por fim os que estão contratados a prazo e, por último então, candidatos que não têm qualquer relação com a Administração Pública.

Desde que o Governo congelou as admissões na Função Pública, a partir de 1 de Julho, só na administração local abriram já 1.500 concursos para novos postos de trabalho. É que apesar de no Programa de Estabilidade e Crescimento também ser requerida contenção nas autarquias, estas são autónomas na contratação de funcionários, tendo apenas o dever de informar, posteriormente, o Ministério das Finanças e a Direcção Geral da Administração Local dessas decisões, explicou à Lusa o secretário de Estado Gonçalo Castilho, que garantiu também ter sido já recusada a entrada de quase 2 mil funcionários na administração central desde o início de Julho.

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