Finanças autorizam contratação de mais funcionários públicos
Admissões estão supostamente congeladas, mas Ministério do Trabalho recebeu, pela segunda vez em apenas 15 dias, «luz verde» de Teixeira dos Santos para contratar mais 30 novos trabalhadores
- PorJudite França
- 2010-09-02 16:36
O Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social vai contratar mais 30 funcionários. É o segundo concurso publicado em
Diário da República, apenas na primeira quinzena de Agosto, que não prevê apenas a contratação de funcionários públicos no
quadro da mobilidade especial.
Tendo em conta que as admissões de pessoal na Função Pública estão congeladas, e
que só é possível contratar em casos excepcionais, o Ministério do Trabalho, pediu de novo autorização às Finanças e recebeu
luz verde para abrir outro concurso.
Em resposta à Agência Financeira, o Ministério do Trabalho sublinhou
que a «publicação de um procedimento concursal pressupõe sempre parecer prévio favorável dos membros do Governo pelas Finanças
e Administração Pública».
Para que o concurso possa ser aberto, é ainda necessário que existam postos de trabalho
vagos nos mapas de pessoal. Mesmo assim, há prioridades a respeitar: primeiro serão colocados os candidatos em situação de
mobilidade especial, se cumprirem os requisitos pedidos no concurso; depois, esgotados estes, serão escolhidos os candidatos
detentores de contrato por tempo indeterminado, por fim os que estão contratados a prazo e, por último então, candidatos que
não têm qualquer relação com a Administração Pública.
Desde que o Governo congelou as admissões na Função Pública,
a partir de 1 de Julho, só na administração local abriram já 1.500 concursos para novos postos de trabalho. É que apesar de
no Programa de Estabilidade e Crescimento também ser requerida contenção nas autarquias, estas são autónomas na contratação
de funcionários, tendo apenas o dever de informar, posteriormente, o Ministério das Finanças e a Direcção Geral da Administração
Local dessas decisões, explicou à Lusa o secretário de Estado Gonçalo Castilho, que garantiu também ter sido já recusada a
entrada de quase 2 mil funcionários na administração central desde o início de Julho.
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