Obama: «Progressos na economia são dolorosamente lentos»
Presidente dos EUA diz que compreende que muitos eleitores lhe atribuam responsabilidades pela débil recuperação daquela que é a maior economia do mundo
- PorRedacção VC
- 2010-09-10 19:12
O Presidente dos Estados Unidos admitiu esta sexta-feira que os progressos económicos «têm sido dolorosamente lentos»,
embora considere que a economia norte-americana está finalmente a sair da maior recessão das últimas décadas.
Barack
Obama disse ainda que compreendia que muitos eleitores nas eleições de Novembro lhe atribuam a responsabilidade pela debilidade
da recuperação económica.
«Porque sou Presidente e os Democratas controlam a Câmara dos Representantes e o Senado,
é compreensível que as perguntem: 'O que é que você fez?'», reconheceu, citado pela agência Lusa, durante a sua primeira conferência
de imprensa formal na Casa Branca desde Maio.
«Não há tempo para perder com jogos políticos»
O presidente
dos EUA apelou ainda à oposição republicana para colaborar na resolução da crise económica, já que «o país está a sofrer»
e «não há tempo para perder com jogos políticos». Apesar da tímida retoma que se vive até agora na maior economia do mundo,
Barack Obama continua a garantir que levou o país «pela direcção correcta».
Obama apresentou, durante a semana,
algumas medidas de estímulo à economia: reduções fiscais para as empresas que invistam em bens de equipamento e investimentos
em infra-estruturas no valor de 50 mil milhões de dólares (39 mil milhões de euros).
Com a economia a dar sinais
de arrefecimento, o presidente norte-americano continua a ter confiança nas políticas dos democratas e na vitória nas próximas
eleições. «Se querem as mesmas políticas que nos conduziram a este problema, os republicanos estão dispostos a oferecê-las.
Se querem sair desta crise, apesar de estarmos frustrados com a velocidade de saída, então os democratas terão êxito em Novembro».
Menos
impostos para a classe média. Ricos podem pagar
Obama dedicou boa parte do começo da conferência de imprensa
a defender medidas que o opõem aos republicanos, como o fim das reduções de impostos para os mais ricos aprovadas pelo seu
antecessor, George W. Bush, que expirarão em Dezembro.
Os republicanos consideram necessário prolongar a descida
dos impostos para quem tem mais posses, de forma a estimular o consumo. O governo Obama dá luz verde a menos impostos, e de
carácter permanente, para a classe média, mas quer eliminar as reduções para as famílias com rendimentos superiores a 250
mil dólares (197 mil euros). Até porque mantê-las implicaria um custo de 700 mil milhões de dólares (550 mil milhões de euros)
ao Estado.
Daí que ficou a pergunta: «Porque razão temos de nos endividar para ajudar pessoas que não precisam de
ajuda?».
[Notícia actualizada às 19h35]
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