Casa Branca: acordo da dívida não é perfeito mas ajuda
Indecisão prolongou agonia e não passou de um «espectáculo»
- PorRedacção
- 2011-08-01 19:49
O principal assessor político da Casa Branca, David Plouffe, reconheceu esta segunda-feira que o acordo alcançado entre
democratas e republicanos para elevar o tecto da dívida não é perfeito mas constitui um alívio para a economia.
«Evidentemente
que cada membro [do Congresso] vai ter a sua própria opinião mas estamos confiantes de que este acordo é para aprovar», disse
Plouffe no programa Good Morning América da estação ABC.
«É um acordo que dissipa a nuvem de incerteza sobre a economia
e não voltaremos a repetir este episódio dentro de cinco ou seis meses», acrescentou.
Plouffe, que compareceu nos
principais programas da manhã da televisão norte-americana após um intenso fim-de-semana de negociações que permitiu obter
o acordo, recordou que o pacto não inclui o aumento dos impostos, uma das exigências do Presidente Barack Obama, mas assegurou
que o governo vai continuar a insistir nessa proposta.
O assessor defendeu ainda que a «única forma para reduzir
o défice de forma significativa e inteligente» consiste na aprovação de uma reforma fiscal que consiga resolver algumas «lacunas»
do sistema.
Democratas e republicanos têm agora um plano que permite uma «boa redução do défice» e a sequência de
um processo que definiu como «espectáculo», por ter mantido nervosos os mercados internacionais, em particular a China, principal
detentor da dívida norte-americana.
«Esperemos que não se volte a repetir tão cedo», sublinhou Plouffe. Um dos principais
receios do governo de Obama residia num acordo para a elevação do tecto da dívida até ao final do ano e a perspectiva de um
regresso às negociações sobre a dívida no início de 2012, com o regresso da incerteza aos mercados e num ano de eleições presidenciais
no EUA.
O assessor assinalou que a Casa Branca não receia as críticas dos legisladores que não estejam de acordo
com o plano porque «no fundo, este é um acordo que vai ser aprovado pelo Senado, pela Câmara dos representantes e assinado
pelo Presidente Obama».
«Assegurámos que, pela primeira vez, o país não cairá em incumprimento e assinámos um pacote
que, como acreditamos, não vai prejudicar a economia a curto prazo», assinalou no programa The Early Show, da CBS.
A
redução do défice e a adaptação das despesas às possibilidades do país «é uma parte importante de como vai crescer a economia
a longo prazo», assegurou.
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