Economia

Casa Branca: acordo da dívida não é perfeito mas ajuda

Indecisão prolongou agonia e não passou de um «espectáculo»

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O principal assessor político da Casa Branca, David Plouffe, reconheceu esta segunda-feira que o acordo alcançado entre democratas e republicanos para elevar o tecto da dívida não é perfeito mas constitui um alívio para a economia.

«Evidentemente que cada membro [do Congresso] vai ter a sua própria opinião mas estamos confiantes de que este acordo é para aprovar», disse Plouffe no programa Good Morning América da estação ABC.

«É um acordo que dissipa a nuvem de incerteza sobre a economia e não voltaremos a repetir este episódio dentro de cinco ou seis meses», acrescentou.

Plouffe, que compareceu nos principais programas da manhã da televisão norte-americana após um intenso fim-de-semana de negociações que permitiu obter o acordo, recordou que o pacto não inclui o aumento dos impostos, uma das exigências do Presidente Barack Obama, mas assegurou que o governo vai continuar a insistir nessa proposta.

O assessor defendeu ainda que a «única forma para reduzir o défice de forma significativa e inteligente» consiste na aprovação de uma reforma fiscal que consiga resolver algumas «lacunas» do sistema.

Democratas e republicanos têm agora um plano que permite uma «boa redução do défice» e a sequência de um processo que definiu como «espectáculo», por ter mantido nervosos os mercados internacionais, em particular a China, principal detentor da dívida norte-americana.

«Esperemos que não se volte a repetir tão cedo», sublinhou Plouffe. Um dos principais receios do governo de Obama residia num acordo para a elevação do tecto da dívida até ao final do ano e a perspectiva de um regresso às negociações sobre a dívida no início de 2012, com o regresso da incerteza aos mercados e num ano de eleições presidenciais no EUA.

O assessor assinalou que a Casa Branca não receia as críticas dos legisladores que não estejam de acordo com o plano porque «no fundo, este é um acordo que vai ser aprovado pelo Senado, pela Câmara dos representantes e assinado pelo Presidente Obama».

«Assegurámos que, pela primeira vez, o país não cairá em incumprimento e assinámos um pacote que, como acreditamos, não vai prejudicar a economia a curto prazo», assinalou no programa The Early Show, da CBS.

A redução do défice e a adaptação das despesas às possibilidades do país «é uma parte importante de como vai crescer a economia a longo prazo», assegurou.

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