«Portugal não pede mais dinheiro nem mais tempo»
Passos Coelho garante que não haverá renegociação do empréstimo
- PorRedacção JF
- 2012-01-24 19:00
«Portugal não irá pedir mais tempo nem mais dinheiro». A garantia é do primeiro-ministro que esta terça-feira, ao lado
do chefe do Governo espanhol, em S. Bento, frisou que o programa «está a ser cumprido» e que, por isso, não será pedido qualquer
tipo de renegociação com a troika.
Contudo, Passos Coelho recordou que a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional
deixaram claro que «não deixariam de prestar todo o auxílio que fosse necessário» aos países submetidos a programas de assistência
económica e financeira como Portugal e a Irlanda se estes «cumprirem de forma bem sucedida as metas contidas nos seus programas»,
mas não conseguirem regressar aos mercados.
O primeiro-ministro referia-se ao acordo, firmado em Julho, que abre
a porta a novos financiamentos caso Portugal cumpra o programa de forma estrita.
«Enfatizo isso, porque isso é muito
importante e creio que é uma condição de confiança muito relevante para o mercado: se, por razões externas que não tenham
que ver com o cumprimento do programa, Portugal ou a Irlanda, não estiverem em condições de regressar ao mercado na data que
está fixada, o Fundo Monetário Internacional e a União Europeia manterão a ajuda a estes dois países».
Numa conferência
de imprensa conjunta com Mariano Rajoy, Passos Coelho afirmou ainda que o programa «não pode falhar por razões internas» e
que, se tudo for cumprido, «a confiança dos mercados irá retornar».
Por isso, Passos Coelho insistiu na ideia de
que «Portugal não pedirá a renegociação do programa que está a executar»; para tal precisa que «nada falhe»; e se por «razões
internas» tudo correr como previsto, então é possível contar com o apoio da troika até regressar de novo aos mercados, o que
está previsto já para o ano.
«O nosso programa não pode falhar por razões internas. E é isso que me interessa enquanto
chefe do Governo. Não pode ser Portugal a falhar o seu programa, e não falhará. E quem quer cumprir não começa a dizer que
quer renegociar, e que quer mais dinheiro, e que quer mais tempo. Quem quer cumprir, cumpre».
Segundo Passos Coelho,
se Portugal cumprir as metas do seu programa, conseguirá recuperar a confiança externa e regressar aos mercados «em condições
de confiança».
«Sabemos que estas poupanças não terão impacto imediato. Os seus resultados levarão algum tempo a
manifestar-se», disse ainda, sublinhando a necessidade de reconquistar a «confiança dos mercados».
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