Peugeot Citroën procura o «parceiro certo»
Mas rejeita aliança com a Fiat-Chrysler
- PorRedacção RL
- 2012-01-13 18:01
A PSA Peugeot Citroën, cujas vendas caíram em 2011 devido à má saúde do mercado automóvel europeu, disse quinta-feira estar
«aberta» à ideia de uma aliança com outro construtor, embora negue rumores de uma aliança com a italiana Fiat.
«Estamos
abertos a essa ideia [de aliança], mas requer encontrar o parceiro certo», disse Frederic Saint-Geours, o novo presidente
executivo da marca, citado pela Lusa.
«No momento actual, não há nenhuma aliança», acrescentou, numa altura em que
a imprensa italiana noticia uma possível aproximação com Fiat-Chrysler, informações já desmentidas por Sergio Marchionne,
o presidente do grupo italiano.
Para Frederic Saint-Geours, a prioridade imediata do PSA é atacar a área comercial,
já que o grupo deve corrigir as suas vendas, que cairam 1,5 por cento para 3,5 milhões de veículos em todo o mundo no ano
passado, com um mau desempenho na Europa.
Este mercado, que ainda representa cerca de 60 por cento das suas vendas,
caíram seis por cento, para dois milhões de carros.
O grupo atribui esta performance ao «declínio do segmento B»,
os pequenos carros citadinos, uma situação que esperam alterar com a substituição do actual Peugeot 207 pelo novo 208 no segundo
trimestre do ano. Enquanto isso, a PSA vai ter que esperar que o «início do ano passe», disse Frederic Saint-Geours.
O
novo presidente do construtor francês voltou a frisar a falta de competitividade do grupo. Para isso, a PSA já implementou
um plano de poupança para 2012 que resultará na dispensa de 6 mil trabalhadores na Europa, dos quais 4.300 em França.
Para
fazer frente a este ano, o grupo continua a renovar a sua gama de modelos, os chamados «premium» - as linha DS do Citroën,
do Peugeot 508 e do 3008 por exemplo -, representando agora cerca de 18 por cento das suas vendas.
O outro caminho,
segundo Frederic Saint-Geours, «é o da globalização que está a ser implementada» fora da Europa, a representar 42 por cento
das vendas do grupo no ano passado, com o objectivo de obter 50 por cento em 2015 e dois terços até 2020.
O grupo
aumentou em sete por cento as suas vendas na China, o primeiro mercado do mundo, com mais de 404 mil veículos vendidos. Na
Rússia, as vendas subiram 35 por cento para 75 mil carros, enquanto que na América Latina, atingiu-se os 300 mil automóveis.
A
PSA, que continua a ser o segundo fabricante europeu, atrás da Volkswagen.
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