Economia

Bolsa de Valores Sociais: CGD associa-se ao projecto

Projecto conta já com 639 investidores sociais e 21 organizações «cotadas»

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A Caixa Geral de Depósitos (CGD) associou-se esta sexta-feira à Bolsa de Valores Sociais (BVS) portuguesa, um projecto que conta já com 639 investidores sociais e 21 organizações «cotadas».

Lançada a 02 de Novembro de 2009, a BVS funciona na mesma lógica de uma bolsa de valores, só que as entidades cotadas são organizações que fazem trabalho social e os investidores dispõem-se a apoiá-las comprando as suas «acções».

«A CGD associa-se à BVS porque entende que é necessário dotar as instituições de uma nova mentalidade, de uma visão quase empresarial, de modo a que não estejam tão dependentes dos donativos», disse à Lusa Suzana Ferreira, directora de comunicação do banco.

«Desde o lançamento da BVS que procurávamos um parceiro forte¿, disse à Lusa o mentor do projecto, Celso Grecco, sublinhando a «força, a capilaridade e a solidez da marca» CGD.

Celso Grecco disse que a BVS, projecto promovido pela Euronext Lisbon e fundações Calouste Gulbenkian e EDP, conta com 639 investidores sociais registados na sua página de Internet e 21 organizações «cotadas».

«É importante ter uma instituição financeira como a GCD a associar-se ao projecto, é uma entidade com grande credibilidade», considerou, por seu turno, o presidente Euronext Lisbon, Luís Laginha de Sousa.

«Ao associar-se, a CGD reforça a confiança que podemos transmitir ao mercado», acrescentou o presidente da Euronext Lisbon, sublinhando que as portas da BVS estão abertas a novos parceiros.

«Não fechamos a porta a ninguém. Estamos abertos, a CGD antecipou-se, mas aquilo que um faz não retira espaço a outro», disse.

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