Economia

Acções de insolvência sobem quase 16% em 2010

Total de insolvências registadas em Portugal subiu para 5.114, em comparação com as 4.450 registadas em 2009

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O total de acções de insolvência registadas em Portugal em 2010 cresceu 15,6 por cento para as 5.144, em comparação com as 4.450 de 2009, segundo um estudo divulgado esta segunda-feira pela Coface.

No ano passado registou-se, contudo, uma «desaceleração nos processos de insolvências» relativamente a anos anteriores: o crescimento de 15,6 por cento comparativamente a 2009 surge depois de um «crescimento de 36,2 por cento em 2009, comparativamente com 2008», revela a Coface, empresa especializada na análise de riscos que conta com uma equipa de 160 pessoas em Portugal.

Quanto aos tipos de acções, nota a empresa, «registou-se um acréscimo substancial» das empresas em que foi declarada insolvência pelo tribunal (44,3 por cento), «que representam a grande maioria do aumento das insolvências (554 em 694)».

No que se refere a constituições de empresas, «os sinais voltam a ser positivos, com o registo de um ligeiro aumento» de 30.412 em 2009 para 30.699 em 2010 (0,9 por cento), «com o total de empresas a aumentar 1,7 por cento, depois de se ter registado um decréscimo de 15 por cento entre 2008 e 2009».

Fileira Moda, construção, comércio por grosso, comércio a retalho e fileira da madeira são os «sectores que manifestam maiores riscos de insolvência/incumprimento», considerando as acções registadas.

Por outro lado, os sectores de lazer e cultura, alimentação e logística apresentam sinais positivos, com redução de taxas de créditos vencidos.

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