Economia

Vieira da Silva: caminhos do Governo são «estreitos»

Ministro da Economia diz que não há muito que o Governo possa fazer para impedir que o risco da dívida pública portuguesa continue a subir

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O ministro da Economia, Vieira da Silva, disse esta quarta-feira que não há muito que o Governo possa fazer para impedir que o risco da dívida pública portuguesa continue a subir nos mercados internacionais.

«Para responder a essa situação, os nossos caminhos são estreitos», disse Vieira da Silva aos jornalistas à margem do seminário económico e financeiro "Discover Luxembourg», em Lisboa, com a presença do Grão-Duque do Luxemburgo.

Na terça-feira, o risco da dívida pública portuguesa chegou a ser o que mais subia no mundo, com os Credit Default Swaps (CDS) - os títulos que protegem o investidor de eventuais riscos da dívida soberana - associados aos títulos de dívida pública portugueses com maturidade a 10 anos a agravarem-se e com Portugal a situar-se entre os 10 países com maior risco de incumprimento.

Também a diferença entre comprar dívida pública portuguesa e alemã atingiu terça-feira um dos níveis mais altos de sempre, com os investidores a exigirem um prémio elevado para comprar dívida soberana de Portugal.

Para Vieira da Silva, a única forma de o Governo responder a esta situação é «cumprir o nosso papel e levar a cabo com determinação as políticas a que nos propusemos».

No entanto, o governante acrescentou que «este é um problema que existe em toda a Europa e com uma escala que nos ultrapassa».

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