Economia

«Com ajuda mais cedo, seria menos doloroso»

Troika admite que «algumas áreas poderiam sofrer medidas menos restritivas»

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«Se a ajuda tivesse sido solicitada mais cedo, o programa seria menos doloroso». Juergen Kroeger, da Comissão Europeia, admitiu esta quinta-feira «algumas áreas poderiam sofrer medidas menos restritivas» caso o Governo tivesse recorrido ao resgate anteriormente.

Kroeger sublinhou ainda que o trabalho de consolidação orçamental «deveria ter começado mais cedo», mas agora é preciso pensar que estas «reformas são necessárias».

Poul Thomsen fez questão de apontar que «já havia medidas desenhadas pelo Governo, que eram um bom ponto de partida, mas faltava-lhes especificidade». «As medidas orçamentais não eram tão concretas e, por isso, o objectivo não estava a ser conseguido».

Thomsen referiu, mais do que uma vez, que a maioria das medidas prevista no plano da troika «já tinha sido tomada» pelo Governo.

«O programa é ambicioso, por qualquer padrão», sublinhou por diversas vezes, em resposta às vozes críticas, que consideram o plano de ajustamento nacional «demasiado leve».

Aliás, também Rasmus Rüffer, representante do BCE, negou que este programa seja mais leve do que o foi implementado na Irlanda ou Grécia, uma ideia que José Sócrates sublinhou, na passada quarta-feira, em declaração ao país.

Mas, e olhando até para o Orçamento do Estado para este ano, os elementos da troika admitem que «muitas das medidas tinha sido já previstas pelo Governo». «Já estavam a mais de meio caminho antes de nós chegarmos», disse Poul Thomsen.

Com este programa, os elementos da troika acreditam que não serão precisas mais medidas adicionais, mas admitem que um Governo de «maioria absoluta seria bom».

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