SCUT: Minho quer país inteiro a pagar portagens
Associação Industrial do Minho diz que «é injusto que o Norte continue a ser a ovelha negra» como se fosse o único culpado pela crise
- PorRedacção VC
- 2010-06-21 17:45
Uma espécie de «um por todos e todos por um». A Associação Industrial do Minho (AIMinho) defende que a aplicação de portagens
deveria alargar-se a Portugal inteiro e não apenas ao Norte do país. Desta forma, todos passariam a pagar as auto-estradas,
mas por um preço mais baixo.
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SCUT: chips de pagamento começam a ser vendidos hoje
Governo admite portagens nas restantes SCUT ainda este ano
«Se todos os utilizadores
das actuais SCUT pagassem, seria possível descer o custo das portagens», afirmou António Marques à agência Lusa. O responsável
frisou que é «inadmissível» que o Governo as aplique apenas na região Norte.
O empresário diz ter conhecimento de
várias empresas da região minhota que são «muito prejudicadas» com a cobrança de portagens. É o que acontece com a Metaloviana
e a Carsiva, da zona de Viana do Castelo.
«São empresas que vão ver os seus custos acrescidos em 80 a 100 mil euros
por ano», exemplificou, frisando que «o mais provável é que sejam obrigadas a fazer despedimentos».
Norte tem
o PIB mais baixo do país
Mais: «Não podem ser sempre os mesmos, os parolos do Norte, a pagar». Uma questão de
responsabilidade para contornar o facto de «mais uma vez, a Região Norte [estar] a ser prejudicada em nome de uma crise que
parece ser apenas] culpa sua. «Existem mais SCUT no país que não vão ser taxadas».
A AIMinho insiste que «é injusto
e indigno que o Norte continue a ser a ovelha negra do país e que se continue a alimentar razões para regionalismos
e preconceitos contra uma região que não se resignará quanto à ostracização constante».
A Associação lembrou ainda
que o índice do PIB per capita do Norte é o mais baixo de todo o território nacional, com 80% da média nacional, atrás
da Região do Centro com 85% e da Região Autónoma dos Açores com 89%.
«As trajectórias sub-regionais revelam um fenómeno
preocupante: as várias NUTS III aproximam-se do Grande Porto, apenas e só, porque esta sub-região passou de 115% da média
nacional para 100% em 2007». Ou seja, «o nivelamento sub-regional acontece pelo empobrecimento relativo do Grande Porto e
não pelo aumento da riqueza nas outras sub-regiões», acentuou.
Exportações: Norte arrisca-se a perder a liderança
A
AIMinho sublinhou ainda que «o Grande Porto, que era em 2006 tão rico quando a média do resto do país, caiu mais de dez pontos
percentuais».
E, embora a região seja «tradicionalmente a maior exportadora do país», «arrisca-se a perder a liderança.
No final de 2008, o Norte vendia ao estrangeiro 38% das exportações nacionais, uma fatia bem menor do que os 47%» de há uma
década atrás.
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