Sócrates admite que alta de impostos pode ficar até 2013
Primeiro-ministro espera que isso não seja preciso e admite que não tem acordo do PSD para o prolongamento
- PorRedacção PGM
- 2010-05-18 21:37
O primeiro-ministro acaba de admitir, em entrevista à RTP, que, se for necessário, as medidas de austeridade, incluindo
o aumento de impostos, possam permanecer até 2013, e não apenas até 2011, como anunciou inicialmente.
Veja aqui as declarações de Sócrates
Depois de o ministro das Finanças ter admitido
essa possibilidade terça-feira de manhã em Bruxelas, José Sócrates negou existir qualquer divergência dentro do Governo nessa
matéria.
«O ministro das Finanças disse exactamente o que pensamos: as medidas durarão até que atinjamos as metas
orçamentais que nos propomos. O acordo que temos com o PSD é só até ao final de 2011, mas se, chegados a essa altura, se verificar
necessário manter as medidas por mais tempo, não hesitaremos», afirmou, salvaguardando, no entanto, ter «expectativa que não
venham a ser necessárias para além de 2011».
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Para o primeiro-ministro, o mais importante é que
«todos no plano internacional saibam que estamos dispostos a cumprir as nossas obrigações para defender estabilidade da nossa
economia e o euro».
Governo espera que empresas absorvam aumento do IVA
O chefe do Governo explicou
ainda que, face às várias opções disponíveis, o executivo preferiu que o programa de austeridade incidisse sobre todos e não
apenas sobre alguns segmentos, como a função pública. «Fizemos uma opção: tem de ser um esforço colectivo, não focado num
segmento, ao contrário do que fizeram outros países, que cortaram, por exemplo, os salários dos funcionários públicos. Pedimos
esforço a todos».
«Não peço desculpa por cumprir o meu dever»
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José Sócrates considera ainda
que as medidas são «de justiça». «Nunca haverá uma justiça perfeita, mas fizemos um esforço para dividir por todos. Recusámos
agir no 13º mês, como muitos defendiam, porque isso era limitado a um sector».
«Este é um plano nacional, justo,
repartido», concluiu.
O primeiro-ministro explicou ainda porque não optou por aumentar a taxa normal do IVA para
22%, em vez de mexer nas várias taxas. «Aumentar taxa máxima IVA para 22% poderia ter efeitos recessivos e efeitos inflacionistas
superiores», explicou.
Ao aumentar apenas um ponto nas taxas reduzida, especial e normal, o primeiro-ministro acredita
que «as empresas incorporarão este aumento nos seus custos. Já aconteceu antes, as empresas absorverem esse aumento, em vez
de o passarem para os consumidores», disse.
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