Economia

TGV avança? Troika «muito céptica»

Projecto de alta velocidade, assim como todas as parceiras públics-privadas, deve ser terminado, defende Kroeger

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Os responsáveis pela missão técnica que negociou com Portugal o plano de resgate no valor de 78 mil milhões de euros assumiram-se esta quinta-feira «muito cépticos» quanto ao projecto nacional de alta velocidade.

Em conferência de imprensa, Juergen Kroeger, da Comissão Europeia, questionado sobre o projecto de TGV Lisboa/Madrid, manifestou-se «muito céptico em relação a todas as parcerias público-privadas».

«Gostaria que terminassem o mais rapidamente possível», disse o responsável, adiantando que «vai haver compromissos e trade off mas vamos ter de estudar melhor».

O objectivo é, sublinhou Kroeger, a «redução do défice real e a colocação da dívida externa a um nível sustentável».

Já o ministro das Finanças disse esta manhã que o troço Poceirão-Caia é para continuar, «o que está em curso mantém-se», ficando em dúvida a ligação Lisboa-Madrid.

Quanto às metas do défice, questionado pelos jornalistas sobre o facto de Portugal ter mais um ano para atingir os 3% do PIB do que o sinalizado pelo Governo - que admitia chegar a este valor já no próximo ano - o líder da equipa da Comissão Europeia disse apenas: «Decidimos que 2013 seria o ano para atingir 3%, meta definida pela União Europeia. 2012 era o objectivo do governo português».

Já sobre a vida política nacional, a troika admitiu que gostaria que o próximo governo tivesse maioria parlamentar e que adoptasse as medidas agora negociadas o «mais célere possível», nas palavras de Rasmus Ruffer, líder da equipa do BCE.

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