Mais procura interna no 2º trimestre graças ao submarino Tridente
Aumento de 2,2% da procura interna entre Abril e Junho deste ano «está em grande medida associado à importação de equipamento militar». Compra do Tridente é única transacção com influência para alterar dados
- PorRedacção VC
- 2010-09-08 13:36
O submarino Tridente, inaugurado oficialmente esta quarta-feira no Alfeite, foi o que mais contribuiu para o aumento da
procura interna no segundo trimestre deste ano, segundo o Instituto Nacional de Estatística.
O INE revelou hoje as
contas nacionais trimestrais, revendo em alta o crescimento económico de 0,2% para 0,3% entre Abril e Junho deste ano. E «o
elevado crescimento no segundo trimestre [no que toca à procura interna, que escalou 2,2%] está em grande medida associado
à importação de equipamento militar». No entanto, tal aceleração tem «um impacto virtualmente nulo no PIB».
A importação
de equipamento militar a que o INE se refere só poderá ser a compra do submarino Tridente, a única transacção que tem influência
para alterar os dados da procura interna no segundo trimestre, já que custou ao Estado cerca de 500 milhões de euros.
Vem
aí mais um submarino. Despesa sobe para mil milhões
A procura interna apresentou um aumento de 2,2% em volume
entre Abril e Junho deste ano, o que compara com a variação de 1,2% verificada no trimestre anterior.
O organismo
nacional de estatísticas refere que a «aceleração [da procura interna] reflecte o crescimento mais acentuado das despesas»,
sobretudo «das administrações públicas». Ou seja, da execução do Orçamento do Estado e da compra do submarino Tridente.
Portugal
irá receber até ao final do ano mais um submarino, o que elevará a despesa para cerca de mil milhões de euros. A 7 de Julho
deste ano, o ministro das Finanças disse no Parlamento que a entrega do Tridente vai «pesar» nos consumos intermédios do Orçamento
do Estado de 2010: entre 0,25 a 0,3%, num PIB de 170.388 mil milhões de euros.
A cerimónia de recepção oficial do
submarino Tridente está a ter lugar no Alfeite, com a presença do ministro da Defesa, do secretário de Estado do sector e
do chefe do Estado Maior da Armada (CEMA).
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