Economia

Governo: ano vai ser «difícil» para o turismo

2011 até foi bom, mas este ano não vai ser assim

  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
0 votos Comentários
  •  
  •  
  •  

O ano de 2011 foi «positivo» em termos de receitas no turismo, contrariando a tendência negativa que vinha acontecendo. No entanto, este ano já não vai ser assim. A secretária de Estado do Turismo alerta que 2012 «vai ser difícil».

«Este ano vai ser difícil e não estabeleço objectivos numéricos que depois a realidade vem contrariar», disse Cecília Meireles, na comissão parlamentar de Economia e Obras Públicas, onde está a ser ouvida esta quarta-feira a pedido do PS.

De acordo com a secretária de Estado, até Novembro de 2011, o crescimento dos hóspedes foi de 4,25%, tendo a maioria sido estrangeiros, uma vez que «houve uma retraída de turistas portugueses». As dormidas aumentaram 6,4% e os proveitos tiveram crescimento na ordem dos 6% também.

«São resultados simpáticos que se devem, em parte, à crise de outros destinos que concorriam connosco, como o Magrebe», cita a Lusa.

Reino Unido, Espanha, França e Alemanha continuam a ter «um peso muito grande» no turismo nacional e «não podem deixar de ser mercados estratégicos».

Cecília Meireles referiu ainda o Brasil como um «mercado claramente em mutação», sendo o «quinto em termos de volume»: «É uma aposta bem conseguida».

A secretária de Estado disse igualmente que o mercado russo «é o que está a apresentar maior crescimento, segundo os últimos dados de 2011, com cerca de 40%. «São turistas que têm um gasto médio per capita bastante elevado e são mercados com grande potencial de crescimento. Temos é que saber ir buscar essa quota de mercado».

Referindo-se ao Plano Estratégico Nacional do Turismo (PENT), a governante disse que no primeiro semestre do ano a reforma deve estar pronta, sublinhando que o «principal objectivo não é poupar, é gastar o mesmo, mas em sítios diferentes».

Quanto à perda do regime especial do Turismo de Portugal, a secretária de Estado desvalorizou, afirmando que isso não atribui maior ou menor importância aos organismos e assegurou que as «competências de fiscalização vão manter-se».

Partilhar
    Governo: ano vai ser «difícil» para o turismo

    Últimas notícias

    todas as notícias desta secção
    icons