Governo: ano vai ser «difícil» para o turismo
2011 até foi bom, mas este ano não vai ser assim
- PorRedacção
- 2012-02-08 14:37
O ano de 2011 foi «positivo» em termos de receitas no turismo, contrariando a tendência negativa que vinha acontecendo.
No entanto, este ano já não vai ser assim. A secretária de Estado do Turismo alerta que 2012 «vai ser difícil».
«Este
ano vai ser difícil e não estabeleço objectivos numéricos que depois a realidade vem contrariar», disse Cecília Meireles,
na comissão parlamentar de Economia e Obras Públicas, onde está a ser ouvida esta quarta-feira a pedido do PS.
De
acordo com a secretária de Estado, até Novembro de 2011, o crescimento dos hóspedes foi de 4,25%, tendo a maioria sido estrangeiros,
uma vez que «houve uma retraída de turistas portugueses». As dormidas aumentaram 6,4% e os proveitos tiveram crescimento na
ordem dos 6% também.
«São resultados simpáticos que se devem, em parte, à crise de outros destinos que concorriam
connosco, como o Magrebe», cita a Lusa.
Reino Unido, Espanha, França e Alemanha continuam a ter «um peso muito grande»
no turismo nacional e «não podem deixar de ser mercados estratégicos».
Cecília Meireles referiu ainda o Brasil como
um «mercado claramente em mutação», sendo o «quinto em termos de volume»: «É uma aposta bem conseguida».
A secretária
de Estado disse igualmente que o mercado russo «é o que está a apresentar maior crescimento, segundo os últimos dados
de 2011, com cerca de 40%. «São turistas que têm um gasto médio per capita bastante elevado e são mercados com grande
potencial de crescimento. Temos é que saber ir buscar essa quota de mercado».
Referindo-se ao Plano Estratégico Nacional
do Turismo (PENT), a governante disse que no primeiro semestre do ano a reforma deve estar pronta, sublinhando que o «principal
objectivo não é poupar, é gastar o mesmo, mas em sítios diferentes».
Quanto à perda do regime especial do Turismo
de Portugal, a secretária de Estado desvalorizou, afirmando que isso não atribui maior ou menor importância aos organismos
e assegurou que as «competências de fiscalização vão manter-se».
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