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Combustíveis: há concorrência?

Galp diz que sim, mesmo depois do ACP ter denunciado indícios de concertação dos preços dos combustíveis praticados em Portugal

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Primeiro o Automóvel Clube de Portugal denunciou indícios de concertação dos preços «excessivos» praticados em Portugal no que toca aos combustíveis. Agora a petrolífera portuguesa Galp vem reiterar que existe concorrência no mercado nacional.

A petrolífera garante «que as questões de concorrência no mercado dos combustíveis em Portugal se encontram bem estudadas, por entidades e personalidades de renome». Mas «não comenta as declarações do Sr. Presidente do Automóvel Clube de Portugal», Carlos Barbosa, disse à agência Lusa uma fonte oficial da empresa liderada por Ferreira de Oliveira.

«Novos formatos são melhor prova de concorrência»

A Galp abriu recentemente um posto de gasolina de baixo custo, dando mais um motivo ao ACP para dizer que a petrolífera lhe «veio dar razão» quanto a esta matéria.

Mas fonte oficial da Galp argumentou que «o surgimento destes novos formatos e a quota de mercado ganha pelos novos players são a melhor prova de que a concorrência no mercado existe e é benéfica para os consumidores».

O primeiro posto low cost Galp Base, em Setúbal, é «um modelo de negócio diferente que representa investimentos mais baixos, níveis de serviço inferiores e produtos diferentes, sendo que o combustível vendido no posto Galp Base é um combustível mais simples, sem aditivos, e por isso mais barato». Um projecto que «não constitui qualquer surpresa, uma vez que é o modelo de negócio utilizado há anos pelas grandes superfícies e por alguns postos de marca branca».

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