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Aljustrel: atraso do Governo trava criação de emprego

Não há actualmente 200 mineiros a trabalhar nas Minas

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Ao contrário do que o primeiro-ministro afirmou quarta-feira, no debate do Estado da Nação, não há actualmente 200 mineiros a trabalhar nas Minas de Aljustrel. Estava, de facto, previsto um aumento de postos de trabalho com a compra das minas por parte da I'M SGPS, detida pelos irmãos Martins. No entanto, tal ainda não aconteceu porque a empresa está há três meses à espera que o Governo aprove o projecto, escreve o «Público».

«Neste momento, estão 200 pessoas a trabalhar» nas Minas de Aljustrel, declarou José Sócrates, em resposta ao líder do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã, que o inquiriu sobre o número de mineiros actualmente ao serviço da Pirites Alentejanas (PA), que detém as minas. Porém, dados cedidos pela empresa revelam que são apenas 132 e que, deste grupo, apenas 28 foram contratadas após o grupo sueco Lundin Mining ter vendido as minas à portuguesa I'M, num negócio promovido pelo Governo.

Tal como anunciado na altura do acordo firmado com os accionistas da Martifer, está prevista a criação de mais postos de trabalho. Existe «o compromisso de atingir um total de 400 trabalhadores ao longo de quatro anos», avançou Carlos Martins, um dos rostos do negócio, ao PÚBLICO. No entanto, esse compromisso estava dependente da aprovação de um projecto, que espera o aval do Governo desde Abril.

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