Maior fábrica mundial de painéis solares arranca 5ª feira
A empresa portuguesa de painéis solares termodinâmicos Energie inaugura quinta-feira, na Póvoa de Varzim, a primeira fase da maior fábrica mundial do sector.
- PorRedacção
- 2007-09-25 18:47
«Já não estávamos a conseguir responder à crescente procura, nomeadamente estrangeira, que tínhamos e só não estávamos a exportar mais por incapacidade de espaço», afirmou o presidente da empresa familiar, de capitais exclusivamente portugueses, citado pela «Lusa».
De acordo com Luís Rocha, a primeira fase do projecto da Energie, que tem um investimento de 3 milhões de euros, abrange uma área de 3.000 metros quadrados e um investimento na ordem dos três milhões de euros, prevendo-se que, para o ano, a nave industrial aumente para o dobro, tornando-se no «maior complexo industrial do mundo de produção de energia solar».
Depois de ter fechado o ano de 2006 com um volume de negócios na ordem dos seis milhões de euros, a Energie diz pretender crescer um milhão de euros por ano até 2012.
Nessa altura, Luís Rocha prevê que o número de trabalhadores da empresa tenha já passado dos actuais 30 para cerca de 40.
Segundo o empresário, a Energie canaliza para o mercado português 60 por cento da sua produção, exportando os restantes 40 por cento para países como a Espanha, França, Inglaterra, Bélgica, Irlanda, Luxemburgo e Estados Unidos.
«Queremos alcançar uma posição de destaque em todos os mercados onde actuamos, através da investigação, do desenvolvimento, da produção e da distribuição de produtos inovadores, respeitadores do meio ambiente, com elevado valor acrescentado para os seus utilizadores e qualidade reconhecida, capazes de elevar os padrões de conforto das habitações», salientou.
No mercado há mais de 20 anos, a Energie produz painéis solares termodinâmicos com aplicações no domínio do aquecimento central, das águas quentes sanitárias, da climatização de piscinas e do aquecimento de águas de grande volume.
«O nosso objectivo é crescer de uma forma sustentável e estruturalmente sólida. Além da ampliação das instalações, os planos actuais passam por um aumento considerável do investimento em investigação e desenvolvimento, pela autonomização do processo de fabrico, pela contínua aposta em recursos humanos altamente qualificados», explicou Luís Rocha.
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