DECO concorda que consumidores partilhem incobráveis
Empresas têm «a faca e o queijo na mão para a cobrança de dívidas»
- PorMarta Dhanis
- 2008-06-16 13:20
A Associação de Defesa do Consumidor DECO concorda com o princípio de que os consumidores paguem em regime de partilha as dívidas incobráveis. A sua postura não é diferente no que diz respeito ao fornecimento de electricidade, ainda que não de forma linear: a instituição considera que é necessário aprofundar a natureza e o valor total das dívidas.
«Nunca aceitaríamos que todo o montante fosse transferido para os consumidores. A haver pagamento no tarifário deveria ser partilhado, mas é preciso uma boa justificação», referiu à Agência Financeira o responsável da DECO, Jorge Morgado.
Para além disso, a associação diz-se apenas a favor da partilha de incobráveis residuais, como é o caso da morte de um consumidor. «Não estamos disponíveis para aceitar que os portugueses paguem todo o montante», acrescenta a mesma fonte.
É por isso que Jorge Morgado não manifesta, para já, uma posição oficial. A aguardar mais detalhes e uma negociação destes incobráveis, o responsável comenta que a comercialização de electricidade é uma actividade regulada, em que tem que primar a transparência e que o défice tarifário não se pode agravar mais.
A DECO sublinha ainda que os consumidores já «pagam tudo» noutros serviços como banca, seguros e água.
Mas alerta: «As empresas têm a faca e o queijo na mão para a cobrança destas dívidas. É preciso verificar se estas implementam todas as medidas para o fazer e se não há ineficiência».
Por sua parte, contactada a fonte oficial pela AF, a Direcção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) não quis comentar para já esta matéria.
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