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Energia: Governo negoceia com troika «lucros» excessivos

Executivo vai anunciar medidas para os reduzir

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O secretário de Estado da Energia adiantou esta quarta-feira que está a negociar com a troika os «lucros excessivos» das empresas produtoras de electricidade, acrescentando que, em breve, irá anunciar medidas no sentido dos os reduzir.

Henrique Gomes afirmou, à margem do evento Green Projet Awards, que, no seguimento do memorando assinado em Dezembro, o Governo e os responsáveis do FMI, BCE e Comissão Europeia estão a «determinar as rentabilidades» das empresas produtoras de electricidade a partir do vento, da cogeraçãoe de outras fontes de energia, incluindo barragens e centrais térmicas.

O memorando assinado em Dezembro refere que o Governo teria até 31 de Janeiro para apresentar «uma proposta para definir o um caminho sustentável do sistema e corrigir as rendas excessivas na produção», com a intenção de «diminuir a pressão sobre os aumentos de preços futuros de electricidade», tendo um «impacto positivo na competitividade em todos os sectores».

O Governo comprometeu-se também a adoptar medidas «conducentes à eliminação do défice tarifário até 2020», garantindo que irá estabilizar até 2013. O sistema acumulou um défice tarifário que, em 2011, atingiu os 1,8 mil milhões de euros a acrescentar mais mil milhões criados ao longo de 2012.

O governante observou ainda que, em relação à remuneração de potência - renda entregue pelo sistema eléctrico aos produtores por compensação de paragens na produção - não seria para acabar: «Faz todo o sentido que exista a remuneração de potência, agora já não faz sentido que os produtores não assumam riscos», cita a Lusa.

O secretário de Estado referia-se aos produtores de electricidade que detêm barragens e centrais de ciclo combinado (infra-estrutura que produz electricidade a partir de gás natural), que recebem uma renda anual pela compensação de estarem paradas quando não são necessárias ao consumo.

Em termos de consumo, a electricidade a partir da energia eólica é a primeira a ser absorvida, logo seguida das sobras da cogeração (unidades que produzem para grandes empresas), barragens, centrais térmicas e por fim a importação.

Quando o consumo de electricidade é baixo ou a produção das eólicas e barragens não é suficiente - tal como está acontecer agora por causa da seca e do pouco vento - as centrais térmicas e a importação de electricidade são quem segura o sistema de fornecimento.

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