Energia: Governo negoceia com troika «lucros» excessivos
Executivo vai anunciar medidas para os reduzir
- PorRedacção
- 2012-02-08 14:20
O secretário de Estado da Energia adiantou esta quarta-feira que está a negociar com a troika os «lucros excessivos» das
empresas produtoras de electricidade, acrescentando que, em breve, irá anunciar medidas no sentido dos os reduzir.
Henrique
Gomes afirmou, à margem do evento Green Projet Awards, que, no seguimento do memorando assinado em Dezembro, o Governo
e os responsáveis do FMI, BCE e Comissão Europeia estão a «determinar as rentabilidades» das empresas produtoras de electricidade
a partir do vento, da cogeraçãoe de outras fontes de energia, incluindo barragens e centrais térmicas.
O memorando
assinado em Dezembro refere que o Governo teria até 31 de Janeiro para apresentar «uma proposta para definir o um caminho
sustentável do sistema e corrigir as rendas excessivas na produção», com a intenção de «diminuir a pressão sobre os aumentos
de preços futuros de electricidade», tendo um «impacto positivo na competitividade em todos os sectores».
O Governo
comprometeu-se também a adoptar medidas «conducentes à eliminação do défice tarifário até 2020», garantindo que irá estabilizar
até 2013. O sistema acumulou um défice tarifário que, em 2011, atingiu os 1,8 mil milhões de euros a acrescentar mais mil
milhões criados ao longo de 2012.
O governante observou ainda que, em relação à remuneração de potência - renda entregue
pelo sistema eléctrico aos produtores por compensação de paragens na produção - não seria para acabar: «Faz todo o sentido
que exista a remuneração de potência, agora já não faz sentido que os produtores não assumam riscos», cita a Lusa.
O
secretário de Estado referia-se aos produtores de electricidade que detêm barragens e centrais de ciclo combinado (infra-estrutura
que produz electricidade a partir de gás natural), que recebem uma renda anual pela compensação de estarem paradas quando
não são necessárias ao consumo.
Em termos de consumo, a electricidade a partir da energia eólica é a primeira a ser
absorvida, logo seguida das sobras da cogeração (unidades que produzem para grandes empresas), barragens, centrais térmicas
e por fim a importação.
Quando o consumo de electricidade é baixo ou a produção das eólicas e barragens não é suficiente
- tal como está acontecer agora por causa da seca e do pouco vento - as centrais térmicas e a importação de electricidade
são quem segura o sistema de fornecimento.
- 22:06Alemanha financia-se quase a zero por cento
- 22:04Zon paga 6,85% para se financiar em emissão de dívida
- 21:09Entre austeridade e crescimento, o «meio-termo»
- 21:03Portugueses «viciados» no consumo durante décadas
- 20:52Mais de 7 mil milhões para combater desemprego jovem
- 20:36«Temos enfrentado lóbis e isso não agrada a todos»
- 19:54NAV: greve afeta mais de 500 voos
- 19:46Londres reclama plano decisivo para a Grécia
- 18:53Défice público dispara mil milhões até abril
- 18:49PSI20 fecha a perder 2,78% pressionado pela EDP
- 18:23Sonae: lucro cai 86% para 2 milhões de euros
- 18:04EDP: financiamento chinês começa a chegar antes do verão
- 17:39Hollande insiste nas euro-obrigações. Merkel faz finca-pé
- 17:28Mexia admite tirar EDP Renováveis da Bolsa
- 17:23Paris e Madrid querem fazer tudo para Grécia ficar no euro
- 17:14Empreendedorismo local: Governo cria programa antes do verão
- 16:19Interesse da Lufthansa na TAP é «especulação»
- 16:14Grécia: países do euro vão ter de preparar plano de contingência
- 15:56Conselho das Finanças: «Críticas mostram que há trabalho feito»
- 15:26Empresa investe 5 milhões por acreditar em Portugal
- Mais últimas