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Governo não paga viagens na TAP

Passos não terá poupado dinheiro com a troca de bilhetes para económica. Mas antigo ministro das Obras Públicas garante «desconhecer qualquer isenção»

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O primeiro-ministro Pedro Passos Coelho chegou a Bruxelas, para participar no Conselho Europeu, num voo de classe económica, uma prática que, disse, é para manter. «Aconteceu assim, como acontecerá sempre nas minhas viagens dentro da Europa. Trata-se de um exemplo que cumprirei», disse o governante. No entanto, segundo o «Jornal de Negócios» é prática corrente os membros do Governo não pagarem as suas viagens na TAP, uma versão desmentida pelo antigo ministro das Obras Públicas que disse à TVI «desconhecer qualquer isenção».

Ministros e secretários de Estado são, comummente, dispensados do pagamento do bilhete de avião nas deslocações oficiais, avança o «Jornal de Negócios», citando fonte do anterior Executivo.

Assim, ao voar em classe económica, Pedro Passos Coelho apenas deu a possibilidade à TAP de ficar com uma vaga na classe executiva, muito mais cara.

Ao Estado cabe apenas o pagamento de bilhetes a técnicos que acompanhem ministros, secretários de Estado ou o primeiro-ministro. E estas viagens são em classe económica.

Contactada pela TVI, fonte oficial da TAP recusou comentar «viagens de clientes, quaisquer que eles sejam».

Já o anterior ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, que tutelou a companhia aérea, disse «desconhecer qualquer isenção de pagamento de bilhetes para membros do Governo quando viajassem na TAP».

António Mendonça disse mesmo que «se processa de forma normal e quase sempre tudo é tratado através duma agência de viagens».

O gabinete do primeiro-ministro, por sua vez, recusa qualquer declaração sobre este assunto.

[Notícia actualizada às 13h com reacções]

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