Ryanair e easyJet oferecem 500 mil lugares no Algarve este Inverno
Bernardo Trindade diz que empresários do sector devem promover acções perto dos aeroportos com ligações directas à região portuguesa
- PorRedacção CPS
- 2010-10-25 10:36
O secretário de Estado do Turismo disse esta segunda-feira que, apesar do cancelamento das operações da TUI e da Thomas
Cook no Algarve, a região beneficia neste Inverno da disponibilização de 500 mil lugares em rotas da easyJet e da Ryanair.
«O
impacto do cancelamento é de cerca de 20 mil lugares neste Inverno. Agora, essa avaliação não pode ser feita de forma isolada,
temos de comparar com os 500 mil lugares que as nove rotas da easyJet e as 18 novas rotas da Ryanair vêm disponibilizar ao
Algarve», disse Bernardo Trindade, em declarações à Lusa.
«Significa que o Algarve nunca teve tanta capacidade disponível
no Inverno como vai ter no Inverno 2010/2011», acrescentou.
Com a capacidade «assegurada», sublinhou o governante,
é agora necessário que os empresários do sector turístico promovam todas as suas acções próximo dos aeroportos com ligações
directas à região portuguesa.
Segundo o jornal «Público», a TUI e a Thomas Cook, dois grandes operadores turísticos
responsáveis pela vinda de milhares de britânicos, irlandeses e escandinavos, cancelaram pela primeira vez as operações para
a época baixa no Algarve, apontando a falta de competitividade da zona face a outros destinos.
Sobre este argumento,
Bernardo Trindade referiu que não existe problema de competitividade isolado, já que, em simultâneo, destinos como o Egipto
ou a Turquia têm vindo a «verticalizar operações».
A Thomas Cook, «muito recentemente, adquiriu o maior operador
turco. Significa que está perante uma capacidade limitada em termos de transporte aéreo, a canalizar a sua atenção para locais
onde tem uma maior exposição», explicou.
Nesse cenário, disse, Portugal tem de criar alternativas, nomeadamente nos
mercados emissores de onde são provenientes as rotas da easyJet e da Ryanair.
Face à decisão da Thomas Cook de pagar
menos cinco por cento da facturação dos meses de Agosto e Setembro, Bernardo Trindade disse ter instruído o Turismo de Portugal
para demonstrar junto do operador o «desagrado do Governo português e restantes autoridades».
A questão «está a ser
acompanhada», garantiu.
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