Ryanair usa «piegas» de Passos na sua publicidade
Companhia irlandesa aproveita actualidade política e económica a seu favor
- PorRedacção PGM
- 2012-02-10 15:58
A companhia aérea de baixo custo Ryanair não perde uma oportunidade de usar a actualidade a seu favor. Sejam as greves
dos trabalhadores da TAP ou as declarações políticas dos mais altos responsáveis do país, tudo serve para vender mais bilhetes.
A
empresa irlandesa aproveitou a polémica expressão do primeiro-ministro de Portugal, que pediu aos portugueses para não serem
«piegas», a propósito da não concessão de tolerância de ponto no Carnaval este ano, e está a fazer campanha à custa disso.
Num
comunicado emitido esta sexta-feira, a transportadora coloca à venda um milhão de lugares a 12 euros, em Abril e classifica
a campanha como sendo «uma oferta menos exigente, mais complacente e menos piegas».
A oferta está disponível para
mais de mil rotas em toda a Europa. A reserva tem de ser feita antes da meia-noite de dia 13 de Fevereiro, e os voos podem
ser feitos às terças, quartas e quintas-feiras em Abril.
O preço inclui taxas e encargos, e é válido para quem paga
com o cartão pré-pago da Mastercard, não despachar bagagem no porão nem exigir embarque prioritário.
Bilhete de
ida só para Berlusconi
Esta não é a primeira vez que a companhia irlandesa aproveita ou se envolve em polémicas
do momento, virando-as a seu fazer.
Recentemente, usou a polémica em torno do então primeiro-ministro italiano,
Silvio Berlusconi,
para lhe oferecer «um bilhete só de ida».
Ainda esta semana, Michael O'Leary faz aproveitou a greve dos trabalhadores
da Spanair, que
está à beira da falência, para os provocar fazendo um «V» de «Vitória», depois de considerar que o fecho da companhia espanhola
era «uma boa notícia». Resultado: saiu escoltado pela polícia.
TAP é «totó» e está cheia de «dinossauros»
Sempre
que há greve dos trabalhadores da TAP
(ou de outras companhias aéreas), a Ryanair aproveita para aliciar os clientes dessas empresas, directamente, lembrando-os
que na Ryanair não correm riscos de cancelamento de voos ou atrasos por causa de «greves egoístas», como lhes chama.
Numa
das greves da TAP, a Ryanair chamou «totó»
à empresa portuguesa e enviou à sua equipa de gestão lições de gestão aérea para estimular o turismo em Portugal. Noutra paralisação,
enviou rosas
aos «dinossauros» da companhia nacional, a agradecer por esta estar a afugentar os seus clientes directamente para os aviões
da Ryanair.
Quando a Irlanda recorreu à ajuda internacional, o presidente da companhia vestiu-se de agente funerário para receber os representantes do Fundo Monetário Internacional (FMI) no
seu país.
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