Informações sobre as suas contas? Bancos cobram. Saiba quanto
Bancos cobram pela prestação de informações aos clientes sobre as suas próprias contas, quando o pedido implica pesquisas nos arquivos. Valores variam de banco para banco
- PorRedacção VC
- 2010-08-26 11:23
Imagine que chega ao seu banco e pede informações sobre as suas contas ao seu gestor de conta. Sabia que pode ter de pagar
por essa informação? Dependendo da complexidade da informação que pedir e se a mesma implicar, por exemplo, buscas e pesquisas
em arquivos históricos, vai ter de pagar. O valor varia de banco para banco.
Por exemplo, no preçário da CGD, existe
uma entrada para informações verbais sobre depósitos voluntários ou obrigatórios nos balcões do banco. A Caixa cobra mais
de 5 euros por este serviço, segundo o preçário que consta no Portal do Cliente Bancário.
«É um serviço que é prestado
fundamentalmente no âmbito dos depósitos obrigatório/necessário, mas que também pode ser prestado nos depósitos voluntários
e que pode exigir a necessidade de efectuar buscas de informação, até em contas que já se encontram em arquivo histórico»,
disse à Agência Financeira fonte oficial do banco.
O banco esclareceu ainda que, no ano de 2009, a Caixa facturou
com esta comissão menos de sete mil euros e que, este ano, ainda não foi além dos quatro mil, «o que prova a especificidade
desta comissão e a exiguidade da sua cobrança».
Vamos a exemplos: «Tanto o arrendatário como o senhorio (depois de
devidamente identificados) podem querer obter informações sobre contas abertas para o depósito de rendas e não precisarem
de informação escrita». O arrendatário pode querer saber se o senhorio levantou o dinheiro que depositou e o senhorio pode
querer saber qual a quantidade e valor dos depósitos efectuados pelo arrendatário, «uma vez que essa informação poderá ser
útil a ambos para saberem como actuar».
Outro caso é o de um particular que, «depois de devidamente identificado,
pode querer saber se foi aberta, no passado, alguma conta em seu nome, para efeitos de depósitos obrigatórios ou porque um
familiar lhe falou que há muitos anos um outro familiar (avô) lhe terá aberto uma conta na Caixa em seu nome». E estes são
processos, argumenta a Caixa, «que exigem uma busca por vezes aprofundada, a que o banco tem de prestar esclarecimentos».
Daí serem alvo de comissões.
Assim, a informação verbal na Caixa está tabelada nos 4,25 euros mas, com o imposto
de 21%, o serviço fica por 5,14 euros.
O «Correio da Manhã» avançou esta quinta-feira que a CGD era a única entidade
financeira que tinha prevista, no seu preçário online, a cobrança desta comissão. Mas na verdade há bancos que cobram ainda
mais, embora nos seus preçários esta rubrica surja com um nome diferente: informação sobre clientes a seu pedido, sem especificar
se é dada verbalmente ou por escrito. É o caso do BPI que cobra 13,75 euros por este serviço, como consta no seu preçário
online do Portal do Cliente Bancário.
No caso do BCP, constam apenas pedidos de informações por escrito: o recurso
a outras acções administrativas para encontrar a informação pretendida implica um custo de 10 euros e cada fotocópia por página
fica em 50 cêntimos.
No BES, as informações por escrito a clientes ficam em 17,50 euros.
Quanto ao Santander
Totta, o mesmo serviço fica por 29,88 euros e cada fotocópia custa 3,01 euros. Em nenhum destes bancos há qualquer referência
a informações verbais.
Na CGD, a informação por escrito sobre depósitos «obrigatórios e consignados» custa 25 euros
ao cliente.
[Notícia actualizada]
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