CGD arrisca perder 1,6 mil mlhões em dívida pública e BPN
BPN custa quase mil milhões à Caixa
- PorRedacção CPS, RL e PGM
- 2012-02-10 18:41
O Grupo CGD registou prejuízos de 488,4 milhões de euros em 2011, em grande parte devido às perdas com dívida pública grega,
com crédito malparado e com a desvalorização em bolsa da PT, Zon, Brisa e BCP, onde o banco detém participações.
No
entanto, a Caixa arrisca ainda 1,6 mil milhões de euros: 922 milhões que dizem respeito a empréstimos feitos a três sociedades
veículo criadas pelo BPN e com garantias do Estado português, e o restante são as menos-valias potenciais nos títulos de dívida
pública que detém.
Estas menos-valias potenciais não equivalem a prejuízos, uma vez que traduzem apenas a queda do
valor de mercado destes activos. A perda só se concretizaria se a CGD alienasse os activos agora.
Por isso é que,
e apesar de o conjunto de todos estes activos se ter desvalorizado 2,1 mil milhões de euros, os prejuízos efectivamente registados
ficaram abaixo dos 500 milhões.
«A diferença entre os activos levados a prejuízos e os que não foram contabilizados
é que, no primeiro caso, há uma baixa probabilidade de recuperação», explicou à Agência Financeira, o vice-presidente
do banco público, Norberto Rosa.
Já no caso das menos-valias potenciais relacionadas com o BPN e dívida pública,
estas são «transitórias», existindo uma «elevada probabilidade de recuperação».
A verdade é que estas obrigações
emitidas pelos três veículos detidos pelo BPN, são equiparadas a títulos de dívida pública, porque têm a garantia estatal.
Por isso, só se o «Estado português falisse ou se fossem vendidos agora» se tornariam perdas efectivas.
Já em termos
contabilísticos, «são considerados como títulos de dívida pública e, por isso, estão inscritos como activos disponíveis para
venda, tendo de ser registados ao valor de mercado».
Já quanto aos empréstimos da CGD ao BPN, são de «5,4 mil milhões
de euros», disse o presidente executivo do banco.
São «operações de liquidez que não estão liquidadas. Têm a garantia
do Estado e a sua liquidação depende do processo de venda do BPN», explicou José de Matos.
[Notícia actualizada às
20h30 com declarações]
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