Finanças

CGD: «Não temos plano para despedir»

Apesar de o banco público ter reduzido os custos com pessoal na ordem dos dez por cento, presidente do banco afasta despedimentos

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A Caixa Geral de Depósitos registou prejuízos históricos em 2011 e assume que este ano também não será fácil.

«Se há uma certeza sobre 2012 é que não será um ano fácil. O progrmama de ajustamento prevê um valor negativo para o crescimento do PIB, por isso não vai ser um ano isento de dificuldades», admitiu o presidente do banco público, José de Matos, em conferência de imprensa sobre os resultados de 2011.

Sublinhando que, alguns dos factores que afectaram os resultados da CGD em 2011 podem ter repercussões neste ano, José de Matos reiterou que «não quer ser tontamente optimista, nem excessivamente pessimista sobre 2012».

«Tentaremos ter os melhores resultados positivos», concluiu o responsável.

Já sobre a necessidade de Portugal ter de pedir um segundo resgate internacional, José de Matos preferiu comentar o que o país tem de fazer: «Estamos perante um programa de ajustamento, o que é importante é fazer o país cumprir o próprio programa. O país assumiu os compromissos e deve cumpri-los».

Actualmente, a CGD detém 4 mil milhões de euros em aplicações em dívida pública portuguesa.

Certo é que, mesmo perante «momentos difíceis» e depois de 2011 ter ficado marcado pela redução de custos de pessoal na ordem dos 10%, o responsável da Caixa garante: «Não temos nenhum plano deliberado para reduzir o número de trabalhadores da CGD». Explicando que os recursos humanos no banco «é um corpo vivo de pessoas com a sua vida que podem sair para outras ofertas», José de Matos reiterou: «Mas se há um plano? Não!».

Quanto à conversa entre os ministros das Finanças português e alemão, divulgada pela TVI, José de Matos não quis tecer nenhum comentário.

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