Finanças

«Não vejo porque a CGD não possa ser privatizada»

Opinião de António Lobo Xavier

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«Não tenho nenhum problema em admitir uma privatização parcial da Caixa Geral de Depósitos». A opinião é de António Lobo Xavier que, reconhece, pode ser uma posição «polémica».

«Como não vejo qualquer vantagem nos resultados da CGD por ser do Estado, não vejo que não possa ser privatizada», disse o democrata-cristão numa conferência sobre privatizações organizada pelo ISCTE.

«Pelo contrário, até pode trazer vantagens», disse Lobo Xavier, admitindo que, no geral, «os privados também têm vícios, mas são menos cíclicos e menos imprevisíveis».

Já sobre o empréstimo financeiro a Portugal pela troika, o responsável apontou aos jornalistas, já à margem da conferência, que «as circusntâncias mudam» à medida que o país for comprido as exigências do memorando.

No entanto, lamentou que «não tivesse sido feito mais para evitar o estrangulamento tão grande das empresas».

Questionado sobre as palavras desta manhã do responsável do Parlamento Europeu, Martin Schulz, que criticou o apelo ao investimento angolano nas privatizações nacionais, algo que, segundo disse inicialmente, conduzirá Portugal ao «declínio».

«Há um trajecto longo de afirmações bombásticas. Tentou explicar qie era a Europa que devia ter condições para ajudar Portugal mas, no mesmo momento que dizia aquelas palavras cómicas, Angela Merkel pedia ajuda a outro país fora da UE, a China».

[Notícia actualizada com mais declarações]

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